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Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Uma ideia para almoço ou jantar para multidões

por Renato, em 20.09.17

Rolos de carne são a melhor invenção para jantares e almoços em casa para muita gente.

 

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Há outras opções, claro! Uma feijoada, grão com bacalhau, um frango no forno ou esparguete à bolonhesa.

 

A minha experiência com rolo de carne tem sido positiva. Há coisas que me deixam confuso e uma delas é comprar rolos de carne já feitos no talho. Eu sei, maltinha, é a opção mais fácil e rápida. Admito que fazer um rolo de carne em casa leva o seu tempo mas, mais do que isso, trás alguma confusão à nossa cozinha.

 

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Mas será que não compensa? Será que não compensa saberem exactamente o que colocam na mesa onde sentam a vossa família ou amigos? Vá lá, meu calões, toca a fazê-lo por quem recebem em casa.

 

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Eu arrisco dizer que fazer um rolo de carne é fácil; difícil é criar um bom molho e deixá-lo húmido depois de cozinhado.

 

Eu usei 500 gramas de vitela e 500 gramas de peru; juntei tudo e temperei com sal, pimenta, oregãos secos e tomilho fresco; juntei também 2 ovos, alho e cebola muito bem picados; por fim, juntei bacon fumado cortado finamente. Vão colocando pão ralado para absorver a humidade e ficar com a consistência certa para moldar.

 

Estendi pelicula aderente na tábua de cozinha e espalhei a carne pelo mesmo, espalhei umas fatias de bacon e espargos que tinha, previamente, escaldado. O rolo foi ao frigorifico durante uma hora para ficar mais consistente.

 

Agora vem a parte difícil:

 

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Depois de colocarem o rolo no tabuleiro podem regá-lo logo com 2 cervejas (podem também usar vinho branco, por exemplo) e deitar tudo o que tenham de aromático e freco em casa. Eu mandei para o tabuleiro bastante tomilho, salva (comprem salva, por favor! Peço-vos de joelhos!) e orgeãos frescos. Juntei também 1 colher de chá de mostarda, massa pimentão e massa de alho. Para além disto, acrescentei meia cebola, dois dentes de alho e meio pimento picado. Temperei com sal, pimenta e noz moscada.

 

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O meu rolo esteve no forno 1 hora a 180 graus. De 10 em 10 minutos tirei do forno e reguei com o molho do tabuleiro.

 

Por fim, o bacon no topo do rolo (é assim o ditado?) e a resistência de cima durante uns 10 minutos.

 

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Difícil? Vá lá, toca para a cozinha?

 

Rena’s out.

 

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A Vila Encantada de Marvão

por Renato, em 08.09.17

Marvão está dentro de uma muralha e parece uma vila encantada. Parece estar sobre um qualquer encantamento antigo que a mantém intacta dentro das suas paredes.

 

 

É ao som de Jimi Hendrix e Ray Charles que escrevo estas linhas, porque foram algumas das músicas que estas pessoas por detrás de um baixo e de uma guitarra decidiram tocar.

 

Tocaram para mim, para a minha amada companhia e para mais duas ou três pessoas que contemplavam o anoitecer de Marvão através de uma vista que só esta vila pode oferecer. Este post é um relato de uma experiência dentro de outra experiência única que está a acontecer no Natural Bar. O homem por detrás do baixo é o dono deste bar.

 

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Marvão está meia escondida por onde podemos aceder através de curvas, contra-curvas e sempre a subir! Arrisco-me a dizer que é a vila mais bonita que conheci.

 

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Estes belos dias em Marvão, com uma perninha por Castelo de Vide, vão terminar mas estou feliz. A pergunta que está na minha cabeça é "mas por que raio há tão pouca gente aqui?". Ao mesmo tempo penso "caraças, ainda bem! Para que é que eu quero mais gente aqui?".

 

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O branco da parede das casas rasteiras espalhadas por toda a aldeia; o verde das figueiras, castanheiros e arbustos bem aparados; cinzento da pedra em bruto; castanho da muralha em redor e do castelo bem lá no cimo.

 

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Das portas e janelas vem o resto da cor que desta forma faz com que haja sempre para onde olhar.

 

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Porque fica na zona de Portalegre, Alentejo, a comida que por aqui se faz é bem próxima daquela que eu conheço. Um caldo de cação aqui e umas migas de coentros acolá. A castanha, por exemplo, é um dos produtos utilizado na cozinha regional e, também porque estamos no meio da serra de S. Mamede, a caça faz parte da mesa dos habitantes desta região.

 

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Eu não falhei aos secretos de porco preto e a feijoada mas o que realmente me encheu as medidas foi a chamada carne de alguidar com migas de coentros. A carne de porco em vinha de alhos era tão fácil de cortar que até um garfo era suficiente para o fazer. Já a migas... bem, para mim as migas são sempre vencedoras quando mantêm a humidade mesmo com o crocante exterior da fritura do azeite. Um win-win.

 

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Para acompanhar as migas um vinho tinto – claro! – bom mas não espetacular (única avaliação que sei fazer visto que sou um excelente bebedor mas péssimo provador).

 

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De resto, é apreciar a vista, ficar a ver o nascer e o pôr-do-sol, percorrer a muralha ao longo da vila (preparem-se e vão cheios de fôlego), é percorrer as ruelas vazias a meio da noite, é ficar sentado numa qualquer parede a beber a cerveja artesanal da zona (a Barona, que vamos falar sobre ela em breve) ou a comer várias baionas (bolo da região sobre o qual também vamos falar).

 

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Aqui está uma vila fotogénica. Têm o castelo, o museu, os jardins, a muralha, a praça, a olaria, o tribunal, a prisão ou a vista. Não há sítios escondidos, está tudo à mostra e é só procurar e estar atento aos pormenores. É verdade que Marvão é um sítio que se vê num dia mas será que a conseguimos perceber em tão pouco tempo?

 

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Bom, é uma questão de a visitarem!

 

IMG_1422.JPG (E esta é uma fotografia de Castelo de Vide porque também merece algum protagonismo)

 

Bom fim-de-semana, lagostins do arrozal!

 

No Alentejo, visita rápida vira festival gastronómico

por Renato, em 04.09.17

Depois desta pausa e passadas as férias, o regresso é feito cheio de energia e muito mais gordo.

 

De passagem por alguns sítios um deles foi, claro está, a terra dos meus pais: Pias.


Quando falamos de comer, é no Alentejo que me sinto melhor. Não admira que qualquer elemento da família que vem de uma estadia em Pias se queixe de uns quilos a mais.


Pois é lá onde se encontra sempre uma cabeça do pão para barrar manteiga; pois é lá onde se encontra sempre um chouriço para assar ou queijinho para picar; pois é lá onde se pode orientar sempre uma açorda para um almoço ou jantar de última hora.

 

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É também lá onde se encontra O Presunto. Não, não é uma marca e sim a melhor perna de porco salgada que se pode encontrar.


Proveniente de um porco de criação própria e para consumo próprio. Neste caso, o Nelson, marido da minha prima Daniela, numa suposta visita rápida para ver o bebé mais recente da família, mostrou-me este ouro que tinha em casa.

 

Este presunto veio de um porco que o pai dele criou para consumo familiar. O processo de salga é feito por entendedores na matéria que se prende com uma questão de racionalização de recursos, ou seja, aproveitam quem já tem os recursos necessários para o fazer.

 

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Desta forma, esta visita para conhecer o novo rebento virou um festival de gastronomia para cerca de 7 pessoas que, para além deste belo presunto, houve uma bela tomatada e carapaus assados.

 

Isto é Alentejo.

 

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Pipoca de Grão VS Pipoca Tradicional

por Renato, em 25.09.16

Aqui o viciadão em açúcar que corta em algumas coisas mas vais busca-lo a outras, tem uma perdição exagerada por pipocas com manteiga e açúcar tal como já descrevi num post outrora feito. Por mim, o ritmo com que vejo filmes e séries em casa, seria o mesmo ritmo com que comeria pipocas: felizmente, cá por casa, há quem saiba por o pé no travão.

Há que arranjar soluções e já foi há algum tempo que iniciei buscas nesse sentido. Tentei a fruta desidratada mas epá... não! Demasiado moroso. Tentei reduzir o açúcar e a manteiga que colocava nas pipocas mas epá... LOL NÃO MESMO!

Ouvi/li sobre grão crocante e mergulhei numa pesquisa superficial sobre este tempo. Lancei-me de forma relâmpago em direção à minha dispensa e encontrei o meu ternurento grão enlatado. Pois bem, foi assim que correu: 

 

Escorri o grão e lavei-o bem.

Azeite e 1 colher de copa de pimentão doce/paprika, cominhos e tomilho seco.

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Mexi tudo ao ritmo da música que estava a ouvir.

Juntei Sal e Pimenta; mexi novamente.

Numa travessa foi ao forno a 250ºC e tempos a tempos agitei a travessa.

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Aqui estão.

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Vamos lá ser sinceros: nada disto se compara com aquilo que realmente me apetecia. Isto da alimentação saudável e redução do consumo de açúcar é muito giro mas vão lá dizer isso a comedor emocional? Portanto, já perceberam a minha opinião.

 

O Tradicional ganhou.

 

Bom Domingo.

Focaccia com 35% meu

por Renato, em 13.01.15

Sim, pois, é isso mesmo: o que é importante é saber fazer a massa da focaccia porque isso é que interessa. Também é assim que penso e é por isso que estou a dar 65% do mérito ao padeiro da "Casa Amarela" onde fui comprar a massa de pão.

Eram 17 horas, saí do trabalho e tinha FOME. Simples. Alguns dos que me conhecem sabem no que me torno quando tenho fome... A expressão cliché "comia um boi" parece-me real nesses momentos de vazio.

Versão curta da história:

Havia uma senhora italiana que me meteu um bicho-da-vontade-de-fazer-focaccias cá dentro e tenho andado a pensar nisso. Inclusivamente disse-me "Olhe, se você for ao padeiro e pedir massa de pão já feita, é só meter uma boa quantidade de azeite ou outra gordura e deixar a repousar durante mais uma horinha."

Passei pelo padeiro e perguntei "Arranja-me massa de pão?"; o homem, com uma expressão de quem se pergunta "então-mas-este-fulano-quer-massa-de-pão-quando-pode-ter-o-pão-feito?", questiona-me "Quer quanto?"; e eu, com uma expressão de quem pensa "porra-agora-é-que-me-lixaste!", digo-lhe convicto "Um Quilo!".

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Felizmente, este aventura na padaria correu bem e deu para fazer uma grande focaccia de quatro estações. Tradicionalmente, a focaccia é feita com cobertura de ervas aromáticas e/ou azeitonas. Diz-se que é um pão achatado do norte de itália, mas já com uns bons anos de história.

Portanto, o quilo de massa ainda deu para estendê-la bem e rendeu quatro quadrantes diferentes.

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Três dos quadrantes mais tradicionais - um só com oregãos, outro só com alecrim e outro só com tomilho - e um último chamado Salve-se-Quem-Puder com cogumelos e queijo mozzarela.

Levou azeito por cima de tudo e foi ao forno 30 minutos a 200º.

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Abusei no tempo ou na temperatura; ou eventualmente, terei estendido a massa demais. Ainda assim, houve quem me tivesse de parar para não comer um quilo de pão.

Depois disto tudo: Sr. Padeiro, esta é para si!

 

 

 

 

Este Blog que Hoje Crio

por Renato, em 01.01.15

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Este blog que hoje crio serve para mostrar estufados, fritos, grelhados, refugados, cozidos, salteados, marinadas, molhengas e tudo o que daí mais poderia vir aos interessados. “Então mas este sujeito não sabe o que quer e agora virou-­se para os cozinhados?”, perguntam alguns. Estaremos nós sempre certos daquilo que queremos?

A verdade é que, de há alguns anos para cá, tenho recebido bastantes livros sobre estas coisas de refugados e estufados e, ainda hoje, é uma das melhores coisas que me podem oferecer: fazer o quê? Gosto disto. Não quero fazer disto uma coisa a tempo inteiro - óbvio! -, esta não é a minha profissão; não poderia permitir que uma ocupação que me dá tanto gosto me traga momentos de cansaço e desânimo. Quero fazê-­lo por conta própria, poder falhar sem dar contas a ninguém e ainda rir disso juntamente com as pessoas com quem gosto de partilhar o que faço.

Vou pegar nestas prendas que me foram dando ao longo dos anos e vou ler-­vos os livros, podendo criar ou não algumas coisas. A Dona Bertha, que compilou as suas receitas numa primeira edição do livro de Pantagruel em 1945, era – imaginem – uma cantora lírica da alta burguesia. Eu não sou cantor lírico mas a minha área também não é esta dos "comeres", apesar de fazer as duas coisas com prazer.

Só o livro de Pantagruel tem mais de 1000 receitas , portanto temos pano para mangas ou receitas para muito posts.

Talvez ande a ver filmes a mais... Neste momento, estou a acompanhar só este. 

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