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Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Uma Ode às Primeiras Vezes

por Renato, em 04.03.17

O fim da nossa façanha sul a norte culminou na prova de ramen. Foi mesmo prova, uma vez que ninguém na mesa tinha provado, nem mesmo os instantâneos. 

 

No fundo, ainda bem. É a mesma sensação de quando vamos ver um filme sem saber rigorosamente nada acerca dele. Foi exactamente isto: sem preconceitos, sem falsas esperanças e prontos para o que daí vinha.

 

Parte lamechas do post e resumo da jantar: quem for de coração aberto, deixa-se voar com uma coroa de noodles. (chiça, se calhar foi demais. Siga.)

 

Já tinha ouvido falar de ramen mas aqui o ignorante não conhecia pelo nome. Foi no episódio 4 da 3ª temporada do Chef’s Table, sobre Ivan Orkin, que fui contextualizando o ramen na minha cabeça.

 

Comida puramente Japonesa, relativamente recente no Japão mas com um potencial de exportação enorme. A minha fixação por ramen tornou-se pior depois de ver a série mas, já havia vontade de experimentar pelo que via nos filmes Americanos ao longo dos tempos.

 

Pelos vistos, é a comida Japonesa mais documentada da história do Japão. Apesar da sua história de cerca de 100 anos, os noodles e o ramen merecem uma disciplina académica pela sua importância política. O facto dos ramen noodles 🍜 terem aparecido depois da guerra fria contribuiu para que, este fosse um prato ícone da cozinha Japonesa à pala da destruição da tradição gastronómica de alguns países no pós-guerra.

 

Assim, dada a importância achei, por bem, procurar um restaurante de ramen bem cotado no @zomato e do cesto saiu o RO, cotado com 4.0/5

 

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O espaço é aparentemente pequeno mas tem mais mesas escondidas. Tem assentos ao balcão e mesas com (achei interessante) um candeeiro redondo com bastante luz para contrastar com o ambiente mais sombrio. Nós reservámos e ficámos numa mesa com vista para o lado de fora. 

 

Para começar pedimos as entradas: croquetes de batata doce e camarão e cogumelos shiitake salteados. Não tinha nada que enganar, era exactamente aquilo, sem muito magia mas com o sabor exigido. Straight to the point.

 

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Passando ao ramen, pedimos o ramen veggie e o ramen tantan. Ramen veggie, obviamente com caldo de legumes 🥒 e, entre outras coisas, um tempura de shiitake fabuloso!

 

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O ramen tantan, em caldo de carne, com cachaço de porco e piri-piri, algo que tornava a experiência um pouco mais intensa e que um caldo de carne pedia.

 

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Sobremesas. Provámos as três da carta: salame de chocolate branco e wasabi; chocolate com caramelo de miso; marshmallow de côco com recheio de maracujá.

 

O melhor foi sem dúvida nenhuma o salame. Por favor, digam-me como se faz aquela bola chocante de wasabi que estava no meio do salame! O marshmallow achei interessante pelo acido do maracujá que não se está à espera ali naquele pequeno mundo de côco. Já o chocolate, sem dúvida uma surpresa porque o sabor final do caramelo de miso é estranhamente bom apesar de ser um sabor que enche a boca e não desgruda.

 

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Sem dúvida nenhuma, tenho o salame como preferido.

 

Importante dizer que acompanhámos a refeição com sangria de sake, linchais e framboesas, à qual parti desconfiado mas que me convenceu. 

 

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Obrigado, RO, por proporcionar uma primeira boa experiência nisto dos ramen e por contribuirem positivamente para esta disciplina académica chamada Introdução ao Ramen Avançado I.

 

Sem dúvida, um sítio para ir com o vosso grupo de amigos e criar momentos hilários que só a comer ramen é possível.

 

Desculpem, RO, por quererem fechar o restaurante e nós continuarmos lá… Não percebemos!

 

Envolvam-se em noodles e enfrentem a próxima semana de peito cheio!

 

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A provar Ramen...

por Renato, em 03.03.17

Fomos provar Ramen no RO, na Baixa do Porto. 

 

Sábado mostro-vos.

 

 

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Cantinho do Avillez - Porto # Restaurantes

por Renato, em 24.03.15

Em primeiro lugar, um pedido de desculpas pela quantidade de fotografias aqui presentes: só me lembrei depois de umas garfadas que poderia fazer um post sobre isto - aquilo que inspira qualquer um a tentar fazer igual - e porque não sou do tipo de pessoa que tira fotografias á comida nos restaurantes - mas que vai começar a tirar por gostar de falar daquilo que come.
Já havia algum tempo que havia um desejo meu em ir a um dos restaurantes do Chef José Avillez, algo que nunca se tinha proporcionado até ontem. Ainda não consigo ter poder de compra suficiente para ir a um Belcanto… portanto tive que ir a uma gama diferente, sendo que se dissesse “gama baixa do Avillez” estaria a ser injusto. Foi na cidade do Porto que fiz esta primeira incursão pelo Cantinho do Avillez, pela cozinha de um Chef de cozinha que, a meu ver, vai tentando recriar com muito boa qualidade aquilo que é a cozinha tradicional portuguesa.
Éramos dois e fomos ao almoço; havia um menu de almoço que com 12.50€ incluía 1 couvert e 1 prato de entre uns 5 ou 6 á escolha - Bacalhau á Brás com azeitonas explosivas mais umas cenas, Alheira frita com tomate confitado com outras coisas apetitosas lá enfiadas e um Polvo com bastante saída e ótimo bom aspeto. Já de pratos principais á carta havia uma vitela de comer á colher, um bacalhau com migas ou até hambúrguer, mas eu encantei-me por outra coisa.
De entrada, veio logo o couvert com 3 tipos de pães diferentes, um molho laranja que me parecia de tomate adocicado ótimo para quem não gosta da acidez do tomate e um molho de trufas – acho eu - que soube a pouco; depois foi-nos sugerido Peixinhos da Horta com molho tártaro que assentimos de peito cheio e comemo-los com um sentimento meio indiscritível de “já acabou?”. Rapidamente chegou o momento dos pratos principais e aí se viu o respeito pelo produto que ali de vive: um produto simples tratado com cuidado e com dignidade. Num simples Wrap de Atum ou num Risotto de Cogumelos Portobello, tudo se sentia e se respeitava; todos os produtos, por muitos ou poucos que fossem, todos davam espaço uns aos outros e juntos eram qualquer coisa (!); ali tudo bateu certo e ainda hoje não percebo bem a razão.

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Até o Toucinho-do-céu com sorvete de framboesa ou o Cheesecake enfrascado com framboesas e manjericão da sobremesa bateu certo com tudo o resto que se comeu antes e ainda com o vinho tinto do próprio José Avillez – JA – que foi acompanhando a refeição.

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Já era fã e já estava desconfiado que iria gostar de uma experiência do género; está mais que constatado. Se é um restaurante ao alcance de todos os bolsos? Da grande maioria talvez não, no entanto, vale a pena, nem que seja uma vez por mês, ter um jantar ou um almoço destes num Cantinho que se mostra bastante amigável e aconchegante para festejar qualquer momento feliz da vidinha.

Se lá forem, bom proveito!

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