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Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Barona, filha da mãe!

por Renato, em 22.09.17

Escrevam: Ba - ro - na

 

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A cerveja artesanal está na moda. Por mim tudo bem! Quanto mais houver, mais há por onde experimentar.

 

Tal como já disse, não sou um provador que saiba distinguir muito mais sabores do que um ou dois. 

 

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Feito este disclaimer, vamos lá passar ao que interessa. Provei esta Barona no Natural Bar, em Marvão. É um cerveja artesanal Alentejana, de Portalegre. 

 

Após ter provado a IPA e a Porter tive de comprar umas quantas cá para casa.

 

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A Porter é cerveja preta. De forma geral, a minha cerveja preferida é a preta. Esta em particular não foi uma das minha preferidas apesar de ser claramente melhor do que uma vulgar.

 

Já a IPA… Bem, a IPA, numa escala de “quantos rins dar por uma cerveja”, eu daria os meus dois. Uma cerveja que sabe a caramelo. Mas que raio? Caramelo e especiarias! Porra, macacos me mordam!! Excelente.

 

Também têm a Vila Morena, mais próxima da cerveja corrente mas, a meu ver, superior. Fresca e leve.

 

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Estas foram as que provei até agora. Mas tenho ali uma APA no frigorífico em estágio para o fim-de-semana.

 

Vale a pena provar, apesar do preço. É uma cerveja cara mas por outro lado é artesanal. A minha tentação de beber várias de seguida é muita mas não sei se não será um desrespeito pela cerveja artesanal… ou pelo meu bolso!

 

Bom fim-de-semana!

 

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No Alentejo, visita rápida vira festival gastronómico

por Renato, em 04.09.17

Depois desta pausa e passadas as férias, o regresso é feito cheio de energia e muito mais gordo.

 

De passagem por alguns sítios um deles foi, claro está, a terra dos meus pais: Pias.


Quando falamos de comer, é no Alentejo que me sinto melhor. Não admira que qualquer elemento da família que vem de uma estadia em Pias se queixe de uns quilos a mais.


Pois é lá onde se encontra sempre uma cabeça do pão para barrar manteiga; pois é lá onde se encontra sempre um chouriço para assar ou queijinho para picar; pois é lá onde se pode orientar sempre uma açorda para um almoço ou jantar de última hora.

 

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É também lá onde se encontra O Presunto. Não, não é uma marca e sim a melhor perna de porco salgada que se pode encontrar.


Proveniente de um porco de criação própria e para consumo próprio. Neste caso, o Nelson, marido da minha prima Daniela, numa suposta visita rápida para ver o bebé mais recente da família, mostrou-me este ouro que tinha em casa.

 

Este presunto veio de um porco que o pai dele criou para consumo familiar. O processo de salga é feito por entendedores na matéria que se prende com uma questão de racionalização de recursos, ou seja, aproveitam quem já tem os recursos necessários para o fazer.

 

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Desta forma, esta visita para conhecer o novo rebento virou um festival de gastronomia para cerca de 7 pessoas que, para além deste belo presunto, houve uma bela tomatada e carapaus assados.

 

Isto é Alentejo.

 

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Il Mercato do Chef Tanka

por Renato, em 28.01.17

Come Prima e Forno d’Oro são dois restaurantes pelos quais assina o Chef Tanka Sapkota. Algures no tempo recebemos a informação de que este Chef iria abrir um novo restaurante em Lisboa chamado Il Mercato. A abertura oficial do restaurante aconteceu a passada semana, tendo feito um soft opening até então. Nós fomos lá!

 

Nesta apresentação do Il Mercato, o chef Tanka dava a possibilidade de experimentar a sua comida através de um menu de degustação; também havia a possibilidade de provar outros pratos da carta.

 

Lá fomos nós para a nossa reserva das 20h. O restaurante fica no Pateo Bagatela em Lisboa, o que é bom porque tem estacionamento subterrâneo e, com sorte, é possível encontrar um lugar nos arredores.

 

Chegámos à hora marcada. Apesar de ser uma zona de restaurantes lado-a-lado, foi fácil perceber ao que íamos. Havia ali uma sofisticação diferente e mais qualquer coisa diferente dos outros: um mercado logo à entrada. 

 

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Sim, literalmente um mercado com polenta, legumes - que eu comia dali logo à dentada, incluindo aquela abóbora-manteiga crua -, massa fresca e outros produtos típicos italianos. 

 

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Lá ao fundo, uma garrafeira cheia de vinho, e não só, de origem italiana.

 

Não podia tirar fotografias, estava um aviso bem grande à porta. Eu respeitei. Respeitei até ver outros a tirar.

 

Após uns breves segundos à espera, chega o próprio chef Tanka para nos receber explicar o conceito do seu novo espaço. Logo a seguir serviu-nos um espumante, claro, Italiano e encaminhou-nos para a mesa.

 

Fomos para a nossa mesa e não podíamos de deixar de escolher o menu de degustação sugerido. Este menu incluía, e vou destacar o que me agradou mais, uns gnochis exceleeeeetes, uma lasanha bem diferente daquilo que estava habituado e uma focaccia boa mas diferente daquelas que tenho provado até aqui, isto é, uma consistência mais fofa mas com menos sabor do que aquilo que o meu cérebro conceptualiza como sendo uma focaccia.

 

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Não tínhamos hipótese senão regar este jantar com vinho Italiano (algo que sim senhor, faz sentido e não achei nada mal!). Neste caso e não percebendo muito de vinhos, muito menos dos Italianos, escolhemos um da região da Toscana, um Santa Cristina. Fomos pela casta, que pelos vistos era Merlot e a minha cara-metade dizia que devia ser bom. Que assim se faça a vontade dela!

 

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Os vinhos são mais caros, mas é normal. Nós percebemos. Ponto final. Podemos comprar vinho para levar para casa. Repito, estamos em pleno mercado italiano dentro de um restaurante.

 

Sobremesas... Foi aleatório. Eu considero que tivemos sorte: trouxeram um tiramissú e um doce feito com chocolate de avelã (não me recordo do nome mas a expert de doces com chocolate lá de casa gostou).

 

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Terminámos com café, obviamente, italiano.

 

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De forma geral, foi uma boa primeira impressão deste novo espaço. Obviamente que se paga a qualidade e o facto de os produtos ali consumidos serem importados para vir parar a nosso real palato.

 

A simpatia e prontidão dos que nos receberam é, sem dúvida, uma mais-valia.

 

Não terem grissinis na mesa à nossa espera por ser um restaurante italiano é um ponto muito positivo. Finalmente um espaço grissinis-free.

 

Por todo o conceito especificamente Italiano, vale a pena ir!

 

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Até mais!

 

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De Londres para Portugal com muito (mas mesmo muito) amor

por Renato, em 01.03.15

Começo por vos dizer que foi uma viagem curta demais. Apesar de ter ficado 3 dias a dormir em casa de amigos que residem numa cidade chamada Stevenage, dois dias foram passados em Londres e um dia em Cambridge.

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Tanto num sítio como noutro, não estava à espera de ver coisas que me enriquecessem gastronomicamente, no entanto, não sei se por estar demasiadamente focado em comida, encontro sempre qualquer coisa que me faz dizer "Até me habituava bem a isto.".

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Londres: cidade compacta e movimentada q.b. onde, a pé, se vão virando esquinas e encontrando coisas que nos fazem ficar a olhar para cima e para baixo de beiços caídos. Quando pensava que era hora para descansar e parar num dos muitos Starbucks, Costa Café ou Pret a Manget, Londres punha à frente dos meus olhos cada pedaço da sua história de monarquia e não só. Há demasiado para ver, mas em Londres o Metro é amigo e coloca-nos em cada sítio que pretendemos visitar. Há uma Camden Town que não vos sei descrever porque tem que ser experimentada; há uma Portobello Road com o seu mercado de bancas cheias de bugigangas, livros e máquinas fotográficas antigas - barato(a)s! -, e bancas com todas e mais algumas espécies de cogumelos.

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Em Londres há uma Chinatown cheia de cor e animada também talvez pela minha visita coincidir com o início do novo ano Chinês; assim como também há  por todo o lado uma mistura de cheiros a waffles de chocolate, hambúrgueres, batatas fritas ou café, sendo algo difícil decidir o que se quer comer em momento de buraco no estômago.

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Obviamente que, como bom londrino que estava a tentar ser, um dos dias fomos a um dos muitos Wasabi buscar Sushi e Caril verde com Noodles para comer num qualquer jardim ali perto… Eles têm esta prática e eu habituava-me bem a isso também.

Ainda em Londres, em plena Piccadilly Circus, fomos à movimentada St. James Tavern onde me alambazei com um bom prato de Fish n' Chips e uma grande, mas mesmo grande, Guinness.

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À minha volta, havia pessoas a comer mais fish n' chips, burritos e outras coisas acompanhadas de ervilhas e batatas fritas. Apesar da Inglaterra até ter alguns pratos típicos, nota-se uma grande influência mexicana ou indiana em alguns pratos que vão apresentando. A verdade é que, num sítio como este, não há cá desculpas para esquisitinhos: encontram comida japonesa, mexicana, asiática, indiana e até Portuguesa num sítio chamado Nando's que pertence a um suposto Português e que vende frango no churrasco à moda daqui. Restaurantes Nando's e restaurantes com outras influências encontram-se multiplicados por 3 em cada rua por onde de passa e onde se pode comer bem com 10 a 15 libras por pessoa.

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Uma última nota relacionada com Cambridge, por onde também passei um dia e onde descobri algo que não conhecia. First things first: a cidade de Cambridge é ligeiramente diferente de Londres, valendo igualmente a visita. Cidade universitária com muita gente jovem a tentar fazer pela vida e juntar dinheiro ao andarem pela rua a oferecer visitas guiadas por Cambridge através de pequenos barcos que vão passando pelos campus de cada uma das universidades - punting; cidade menos movimentada que Londres e com casas habitacionais - daquelas que estão a imaginar e que eu só sei descrever como casas rasas, com o máximo de 2 andares, em tijolo e quase sempre de tom castanho - que afinal são escolas. Foi, então, em Cambridge que descobri o Fudge que me foi apresentado às fatias e em vários sabores: dois deles, chocolate e manteiga de amendoim. Para quem gosta de doce - mas botem doce nisto – vai gostar do Fudge; quem se autodenomina de "guloso" é possível que uma dentada saiba a pouco, dado que é coisa para se derreter na boca assim que cá entra.

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A receite que hoje aqui público é uma receita de Fish n' Chips por 2 razões: (1) porque o Fish n' Chips que comi na St. James Tavern era, necessariamente, uma coisa que tinha que repetir; (2) tenho uma ligação sentimental e emocional com peixe frito com arroz de tomate por causa das minhas idas ao Alentejo visitar os meus avós. Assim sendo, aqui vai aquilo que foi o jantar de Sábado à noite...

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Puré de Ervilhas

Cozi ervilhas com 2 pés de salsa e raspa de limão; escorri tudo e coloquei as ervilhas no copo da varinha mágica; juntei 30 g de manteiga; juntei leite (mas não muito!); sal, pimenta e noz-moscada; triturei tudo e fui pondo mais leite de acordo com a consistência de puré que queria.

Batatas Fritas

Nada que saber, eu fiz com batata-doce e fritei 2 vezes para ficarem mais estaladiças.

Peixe Frito

Seis medalhões de pescada temperados com sal e pimenta; passei-os por farinha, passei pelo ovo e passei novamente por farinha onde juntei também salsa picada; fritei em azeite.

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Tal como Fish n’ Chips, também Inglaterra é sítio para repetir, não por querer comer mais, mas porque parece haver sempre qualquer coisa para ver ou para fazer de forma repetida. Enquanto isso não acontece, contentemo-nos por outras vias.

Bom Domingo!

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