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Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Comida + Especiarias = Ui, ui

por Renato, em 11.02.17

Então vamos lá a isto.

 

Sou um valente apreciador de comida asiática até porque, quando qualquer um de nós prova comida asiática, está a provar uma verdadeira fatia daquele bolo às camadas, cheio de creme, retoques e lambidelas chamado história.

 

Quem não gosta e usa especiarias na cozinha?

 

Aaaah, agora que penso nisso eu conheço duas ou três pessoas que só utilizam o sal na cozinha. A essa maltinha eu pergunto: “Vocês conseguem viver mesmo só com sal?”

 

Escusam de responder que eu não vou perceber.

 

Grande parte das especiarias vieram da Ásia e, tal como quando pensamos na Índia pensamos nos tons vermelho e laranja, quando pensamos em cozinhar deveríamos todos pensar em especiarias. Não é imediato?

 

Pessoalmente, as especiarias estão para mim como a Patrulha Pata está para as crianças entre os 2 e os 6 anos.

 

O caril, enquanto um conjunto destas especiarias moídas que resulta num bonito pó amarelado, tem 4 mil anos. Oi? Quatro mil anos? Não admira que este pózinho esteja presente em várias cozinhas espalhadas por esse mundinho fora.

 

Na minha opinião existem dois bons sítios onde podemos encontrar o verdadeiro caril: na Índia e no Martim Moniz. Aish, que comentário cheio de prepotência e topping de preconceito. 

 

Passando à frente, eu cozinho caril em casa várias vezes; vezes demais. Não faço o meu próprio caril mas devia; fica para mais tarde. Tendo o pó, cozinhar torna-se relativamente rápido. Para além disso, é algo muito fácil de fazer e tem molho. Muito molho.

 

***

 

Em casa, começo por fazer um bom refogado de cebola, alho, gengibre e um pau de canela. Junto logo o caril, o sal, a pimenta, noz-moscada, uma dose extra de cominhos e deixo ali até caramelizar a cebola. 

 

Depois junto parte do leite de coco, deixo ferver e passo com a varinha mágica. 

 

Acrescento o resto do leite de coco e,  "falando" sobre o que experimentei hoje, utilizei peito de frango cortado aos cubos; deixo apurar em lume brando e, está feito. No fim junto coentros.

 

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Decidi fazer uns folhados com este caril para apresentá-lo de forma diferente.
 

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À parte, cozi cenoura e aipo a vapor para fazer um puré. Aproveitei o resto da massa folhada para fazer uns dips.

 

Eu gosto da primeira versão do prato.

 

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Mas prefiro com molho, lamento.
 

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Posto isto, muita comida exótica para vocês e bom fim-de-semana!

 

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À mesa com um Sultão qualquer

por Renato, em 31.01.15

Hoje falo-vos de uma viagem que fiz em Setembro de 2014.

Foi por essa altura que embarquei numa viagem até à Istambul.

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Viajar é a vontade de muitos e eu não me safo. Aliás, há poucos dias vi num outro blog que viajar deixa as pessoas mais felizes do que os bens materiais: a mim, as duas coisas deixam-me bastante feliz. Sempre disse que, se viajasse, quereria ir para algum sítio que me acrescentasse qualquer coisa, fosse conhecimento dos outros, fosse autoconhecimento, fossem amigos, fosse qualquer outro valor que me valha.

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Há tanto que falar sobre Istambul. Há, literalmente, milhões de carros e pessoas, sendo Istambul impróprio para agorafóbicos. Há um Rio Bósforo que nos deixa entre uma Europa e uma Ásia, no entanto, falamos sempre da mesma cidade com 10 milhões de habitantes e mais uns milhões de turistas.

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Istambul era um sítio que eu desconfiava poder acrescentar-me qualquer coisa, tanto que acrescentou. Inicialmente, foi por todo aquele cor-de-laranja, amarelo, verde, cor-de-rosa das especiarias espalhadas pelas bancas; depois passou a ser pela mistura de cheiros das bancas de especiarias lado a lado no Grande Bazar. Desconfiava também poder acrescentar-me algo pela cultura, pela religião, pelas pessoas; passado 1 dia ou 2 de lá ter chegado, passou também a ser pela paisagem mista de verde, colunas enormes, cúpulas monstruosas, abóbadas e arabescos. Suspeitei que iria ser pelos Kebabs e pelas Baklavas; mas quando saí de lá percebi que tinha sido também pelos molhos de iogurte, pelos Boreks, pelo café Turco, pela panóplia de pudins turcos, pelos pequenos-almoços com folhados de queijo feta e espinafres, pelas sandes de peixe cheias de cebola, pelos chás de hortelã, pelas xixas de maçã, enfim!

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A cozinha Turca é importante. Importante para nós conhecermos e provarmos, mas também importante para os próprios Turcos. Pelos vistos, a comida para os Turcos é, ou era, um símbolo e foi um meio para conseguirem ordem social. Era por isso que havia grandes festanças com bons comeres e beberes, havendo uma espécie de obrigação social do povo ser bem alimentado. A verdade é que a cozinha Turca parece ter alguns elementos que nos são familiares, o que é compreensível pela grandiosidade do império Otomano ao longo do tempo. O tamanhão de coisas que vos poderia falar é igualmente grande, no entanto, seria chato.

Deixo-vos sim uma receita Turca porque o Sábado de hoje foi subordinado a esta temática.

Aqui vão os Folhados de Queijo Feta e Salsa.

Simplifiquei e comprei uma massa folhada e como tinha que fazer render o peixe, estendi a massa novamente e cortei em dois para fazer 2 folhados.

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Juntei e misturei numa taça o queijo Feta, salsa picada e 1 clara de ovo para ligar (Nada de sal! O queijo Feta tem que chegue).

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Enchi a massa, fechei, pincelei com gema de ovo e deitei umas sementes de linhaça por cima.

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Ficou no forno 20 minutos a 180 graus. Acompanhei com uma salada de rúcula com molho vinagrete que fiz.

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 Bom Sábado!

Folhados de Domingo

por Renato, em 18.01.15

Há que lhe chame massa fil[ó], há quem lhe chame massa fil[u] e também já ouvi a chamarem fil[ô]. Eu chamo-lhe massa filo e era única massa já feita que tinha em casa. Dizem que vem ali do lado da Turquia e diz também que é com a massa filo que se fazem as Baklavas, afamado doce turco digno de uma hiperglicémia após a sua ingestão, à semelhança de todos os Turkish Delight que por lá andam.

Pois eu tinha massa filo, uma bola de queijo Mozzarela e meio salpicão perdidos no frigorífico. Da cozinha olhei para a horta da varanda e vi que tinha o cebolinho quase a tocar no chão.

Portanto, fiz quadrados mais pequenos de várias folhas de massa filo; cortei o salpicão; cortei a Mozzarela e temperei com pimenta preta; e piquei o cebolinho.

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Fechei-os e pincelei com gema de ovo.

Forno a 180º e não me organizei pelo tempo. Façam corar a massa, ponham-na com um aspecto estaladiço, tirem do forno e comam como se não houvesse amanhã... que haverá e será dia de trabalho.

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Façam um manguito ao dia de trabalho de amanhã e tornem o vosso domingo simples e sem muito trabalho.

Dia de Segunda-feira, esta é para ti!

 

 

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