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Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Uma visita à Quinta do Arneiro.

por Renato, em 10.04.17

 

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Dez horas da manhã e sem grandes planos, fomos para a zona oeste. Dia solarengo com um vento estranho que, aparentemente, pedia um casaco. Acabámos por perceber que não, aliás, se não fosse o vento, o protector solar factor 50+ não ia chegar.

 

Assim, este tinha de ser um dia para passear e aquela zona tem sítios perfeitos para isso.

 

Lembrámo-nos da Quinta do Arneiro, que eu já conhecia pelos cabazes. Sabia que tinham um restaurante com uma promessa 100% biológica e ali estavam todos os factores que o dia assim pedia.

 

Na zona da Azueira, Mafra, encontrámos uma entrada discreta onde a paisagem de árvores de pêra rocha em flor era prometedora.

 

Não reservámos mesa no restaurante mas fomos cedo, o que possibilitou ter mesa para as 12h30. Informaram-nos que estavam cheios e isso confirmou-se,  desde que nos sentámos até que saímos chegaram mais e mais pessoas. Portanto, façam reserva.

 

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No entretanto, fomos passear à quinta.

 

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Não estava a dar para parar de tirar fotografias. O meu telemóvel já estava a pedir-me para gerir a memória nas definições e eu geri a situação muito bem ao tirar mais ainda.

 

Houve ali um sentimento possessivo, de pertença, em relação àquilo tudo. Quem não tem um “sonho de menino” igual ao do Tony por concretizar. 

 

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Desde o sítio das ervas aromáticas, passando pelas estufas e pela imagem épica da couve-roxa por colher, até à paisagem de árvores de pêra rocha em flor de perder de vista, cenários idílicos e com demasiados pormenores a reter para uma curta visita. Tivemos a sorte de apanhar a Luísa - a raíz mais enraizada da quinta que impulsionou este projecto da Quinta do Arneiro - que convidou-nos a acompanhá-la numa visita às estufas; tivemos o azar de ter de sair antes para apanhar a mesa reservada. 

 

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No restaurante, estamos diante de uma decoração tosca, limpa e minimalista. Seja lá o que isto for, é como adjectivo a experiência. 

 

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Havia à escolha um menú de carne e um menú vegetariano, onde o prato principal diferia. Nestes menús,  quatro coisas deixaram-me pasmado.

 

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Em primeiro lugar, aquele tofu fumado é um grande “turn" daquele cardo-verde cheio de sabor.

 

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Depois desta surpresa, a acompanhar as pataniscas de acelgas havia uma salada de couve-flor, rábano, maçã e passas em que os sabores faziam sentido e, acima de tudo, faziam com que qualquer não apreciador de passas, ficasse a gostar de passas (palmas!).

 

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De seguida, havia um sublime alho-francês grelhado no prato de vitela assada que nos faz pensar que há muito mais vida para lá do hipermercado.

 

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Por fim, aquele arroz-doce cremoso com leite de côco é realmente cremoso e, acredito, talvez com menos açúcar do que o tradicional; havia algo naquele arroz que nos intrigou, algo verde que tivemos de perguntar o que era; era banana com espinafres e acreditem… resulta! Eu quero ir a mais casamentos como este!

 

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Após este almoço, nada melhor que visitar a mercearia biológica que fica mesmo ali ao lado do restaurante.

 

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Ali, depois de provar, o próximo passo é comprar e fazer em casa. Comigo resultou nisto:

 

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Acelgas, rúcula, espinafres da Nova Zelândia, batatas-doces e couve Kale. Esta semana vou experimentar.

 

Isto é uma experiência a repetir e que aconselho; o envolvimento dos que ali estão é visível. A simpatia também!

 

Visitem e levem as crianças. Faz todo o sentido (e há uma casa à medida dos mais pequenos para brincar, vão descobrir onde!).

 

Muitos produtos biológicos para todos!

 

p.s.: eu sou fã de rúcula e peço-vos que comprem rúcula biológica para provar. Peço-vos, por favor! Se não gostarem devolvo o dinheiro (só que não).

 

Chamuças para todos!

por Renato, em 25.03.17

Eu podia escrever um extenso texto sobre chamuças.

 

Podia contextualizar-vos historicamente e até dar-vos uma perspectiva política desta iguaria Indiana.

 

Não vou fazer nada disto, até porque vou mostrar-vos, a modos que envergonhado, as chamuças que fiz (sem fritar e direitinho para a malta vegan).

 

A chamuça surge primeiramente na antiga Pérsia no século XI e, é de tal forma uma receita antiga e com uma importância cultural que vou deixar-vos uma referência para mais tarde. Leiam, a vergonha de mostrar-vos as minha vem daqui.

 

De qualquer forma, cá vai:

 

Precisei de azeite, sal, pimenta e pó de caril; legumes cortados em juliana; e duas folhas de massa filo.

Para o molho de iogurte, precisei de iogurte natural sem açúcar; um dente de alho, sal e pimenta.

 

Toca a aquecer o azeite e a refogar os legumes; temperar com sal, pimenta e pó de caril a gosto. Conteúdo feito.

 

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Toca a cortar as folhas de massa filo em rectângulos.

 

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Colocar o conteúdo numa das pontas do rectângulo e começar a fazer triângulos. Fácil.

 

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Pôr as chamuças num tabuleiro e levar ao forno 30 minutos a 180º.

 

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O molho de iogurte é só juntar iogurte natural, com alho e temperar com sal e pimenta. Levar à 1,2,3 e está feito.

Aqui vai. Muitas chamuças para vocês!

 

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PSI, uma pausa vegetariano-vegan para um almoço ou jantar.

por Renato, em 01.03.17

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Alface com tomate, sal, azeite e vinagre. Esporadicamente tofu e seitã. Almoço e jantar, 365 dias por ano.

 

Esta era a minha ideia pré-concebida em relação aos vegetarianos. 

 

Nem sequer distinguia bem os vegetarianos dos vegans. Bem, a verdade é que ainda hoje não os distingo totalmente. Limito-me a compreender o conceito de uma forma geral.

 

De vez em quando cozinho umas coisas que, sem querer, parece que foram feitas para um vegetariano que vive cá em casa. É sempre não-intencional. Não dá para ter este tipo de restrição alimentar, pelo menos para mim.

 

Eu sei que hoje em dia dá perfeitamente para fazer a substituição de produtos de origem animal e que não há qualquer diferença. Tremi um bocado quando escrevi a segunda parte…

 

Faz todo o sentido variar mas não condicionar, na minha opinião.

 

Assim sendo, trago-vos o primeiro restaurante vegetariano (com opções vegan!) que experimentei e que, apesar de achar que a substituição é difícil,  não senti falta de outros produtos para além dos que estavam ali.

 

PSI - Restaurante Vegeratiano

 

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O Psi, é um restaurante que fica ali na Alameda de Santos António dos Capuchos, mesmo ao atravessar da estrada do Hospital dos Capuchos, Lisboa.

 

Encontra-se no jardim do outro lado da estrada e avista-se logo aquela convidativa tenda em forma de quiosque gigante.

 

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A experiência no Psi foi nocturna, ao jantar, onde o ambiente era sereno e acolhedor, com as luzes no ponto certo e uma decoração meio étnica. Acredito que a experiência ao almoço esteja ao mesmo nível pela localização. Mais, é um excelente sítio de paragem para almoço após o passeio matinal pelo centro de Lisboa.

 

Chegámos cedo, estavam duas mesas ocupadas e cheirava muito bem.

 

Sentámo-nos e, passados 30 minutos, o Psi encheu! Parabéns aos empregados de mesa que são super despachados e com uma relação simpatia VS. rapidez bastante boa.

 

Começámos então por pedir bebidas e fomos para a Lassi de rosas (estávamos com medo mas valeu totalmente a pena, provem!) e Lassi de manga para, logo de seguida, pedir umas chamuças de legumes Indianos.

 

De prato principal, os pedidos foram um rolo Libanês, que consiste num rolo de massa folhada com legumes carregados de especiarias, e um caril Laksa que eu não conhecia. Acompanhado com este rolo libanês vinha uma salada de baterraba e maçã que adorei e que já tentei reproduzir na receita do strudel de farinheira e pêra. Já o caril laksa consiste num género de sopa de caril com tofu, rebentos de soja, noodles e legumes: muito bom!

 

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Sobremesas… Ui! Pedimos um cheesecake crumble e um salame do Psi e eu vou destacar este último. Sou parcial porque é o meu doce predilecto mas azar porque isto é tudo meu. O salame tinha bolacha de aveia, chocolate, castanhas e figos. Sem ovo, meus meninos vegans, sem ovo! O cheesecake achei normal.

 

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É excelente e vale a pena ir pela experiência vegetariano-vegan, mesmo para quem não o é.

 

Um bom conselho: reservem porque é difícil ir à maluca e ter a sorte de ter mesa.

 

Muitos rebentos de soja para vocês!

 

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Ravioli, um grande Ravioli.

por Renato, em 25.02.17

Aí vamos nós!

 

Quer dizer… eu vou. Venham lá, vá!

 

Vou pegar na minha mala verde-chão, em toda a minha roupa azul-moldura e vou dar uma volta.

 

Chega então àquela altura em que o frigorífico tem algumas coisas que, infelizmente, não são intemporais. Assim sendo, não há volta a dar: hoje tenho de as usar.

 

Tenho uma abóbora a fazer uma grande espera na gaveta do frigorífico, uma beterraba cozida que não vai resistir a muitos mais dias ali sozinha e um pacote de queijo parmesão já aberto em que é agora ou nunca.

 

Tenho também dois ovos que estão ali impecáveis para juntar farinha e fazer massa fresca.

 

Com tudo isto, pensei em fazer dois grandes Raviolis. 

 

Diz que os primeiros registos sobre Raviolis reportam ao século XVI, em foram servidos durante o conclave de 1549. 

 

Eu consigo imaginar os Cardeais todos ali a alambazar-se com Raviolis enquanto não sai fumo branco. Faz todo o sentido.

 

***

 

Posto isto, esta experiência começou por juntar 2 ovos a 200 gramas de farinha e 1 colher de café de sal.

 

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Misturei tudo com um garfo até a farinha estar absorvida pelo ovo.

 

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Deitei a massa na bancada e amassei, amassei, amassei e amassei mais um bocado. Ah, e amassei.

 

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Deixei a massa descansar durante 1 hora no frigorífico enrolada em papel aderente.

Depois do descanso do guerreiro, tirei a massa e o objectivo era usar a minha máquina nova e brilhante.

Acontece que eu acho que estas máquinas são um autêntico fracasso. Ou arranjamos forma de a fixar permanentemente num sítio ou não vai resultar.

 

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Portanto, eu testei mas optei por esticar a massa com um rolo.

 

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Há que tentar esticar a massa o mais fina possível.

Cortar em quatro partes.

 

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Entretanto, caramelizei a abóbora-manteiga.

 

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No fim, quando a abóbora já estiver cozinhada, juntei-lhe manteiga. Apaguei, juntei o queijo parmesão e envolvi.

Não sei se ficaria bem ou se resultava em alguma coisa proveitosa, mas fritei a beterraba e temperei-a com sal e pimenta (olhem que não foi nada mal pensado!).

 

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Em dois dos quadrados de massa, deitei duas proporções iguais do preparado de abóbora-manteiga. Pincelei com manteiga.

 

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Com o resto da massa, cobri o conteúdo. É importante não deixar ar dentro do Ravioli.

 

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Em água a ferver, cozi o Ravioli durante 3m30s ou 4m, no máximo.

 

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Está feito. A parte mais trabalhosa é fazer a massa. A verdade é que eu fiz e utilizei-a no próprio dia mas também podem fazer a massa e esta ainda consegue durar os dias no frigorífico para cozinharem mais tarde.

 

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O ponto negativo, de facto, é aquela maquineta para a massa. Total fail. Nada funcional.

 

Mas o que é que isso interessa, não é?

 

Malta, desejo uma chuva de Raviolis para todos!

 

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O Natal com West-Trump

por Renato, em 24.12.16

De certezinha que aquele encontro entre Kanye West e Donald Trump teve o objectivo de planear a ceia natalícia. Eu percebi isso pela face desobstinada do Kanye à saída, como quem diz "daqui vou mandar desossar a perna de peru". O encontro aconteceu para decidir quem cozinharia o quê e ouvi dizer que quando chegou à parte da filha vegan do Donald, este disse "sou alérgico a vegans e estou a pensar deportá-los aos poucos e por ordem: primeiro os mais puros, depois os que não comem ovos, depois os que comem ovos e por fim aqueles que dizem que são vegetarianos porque só comem peixe.". 

Sei que, antes de decidirem quem iria fazer o quê, Donald Trump pediu um orçamento ao seu cunhado Celso, futuro chefe do tesouro norte americano, que está habituado a comprar grandes quantidades de frutos secos em promoção e por isso está capacitado para gerir o orçamento familiar e, consequentemente, a dívida pública. O Celso deu o aval e foram às compras.

O Kanye estava preocupado e com medo de dizer ao Donald que, tal como a sua filha, também ele tem feito uma incursão na cozinha vegan de modo a melhorar o seu temperamento, algo que tem resultado; de qualquer forma, meio acabrunhado, disse-o e ficou à espera de resposta. Donald ficou pensativo e a tentar perceber o que faria alguém negar os prazeres da carne. Será que a Kim lhe chega? Fugindo ao assunto, Donald respondeu “Tudo menos comida chinesa, Kanye!”. Para sua grande surpresa, no regresso a casa, o Donald ensinou-lhe uma receita de bolachas de maçã e canela sem ovo:

 

"Juntas 2 chávenas de farinha, 2 colheres de sopa de canela, o 1 chávena de açúcar mascavado e 2 colheres de café de fermento numa taça.” 

“Ralas duas maçãs e juntas também 1/2 chávena de azeite e 1/2 chávena de leite de soja”

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“Vais provando e acrescentas canela a gosto."

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“Colocas no forno e deixas e agora é uma questão ires dando um olho.”

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“Entretanto, vem aqui comigo que vamos ao YouTube ver um vídeo que eu achei engraçadíssimo!"

 

 

Originalmente em http://www.patuscada.blogs.sapo.pt

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#1 Previsão do tempo para o próximo fim-de-semana

por Renato, em 12.12.16

No próximo fim-de-semana vai ser sobre isto e sobre a música que salva.

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Nota: reparem nas excelentes skills de tirar uma selfie com o pé enquanto cozinho.


Até lá!

 

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Grão com Bacalhau e Picanha com Feijão Preto (Só que não.)

por Renato, em 11.12.16

O que havia cá em casa era grão e feijão preto em lata. O que é que eu ia fazer? Inventar? Poderia ter feito um grão com bacalhau – mas tinha de ir comprar o bacalhau! – ou poderia ter ido comprar picanha e juntava-lhe o feijão preto – mas tinha de ir comprar a picanha! Nada disso. Fiz algo que, se contasse à minha mãe, ela diria em tom de voz baixinho e a agarrar-me na mão com piedade: “Filho, cuidado com o que andas a comer...”, como se andasse a injetar alguma coisa na veia.

 

Assim sendo, juntei e esmaguei o grão com o feijão preto. Temperei com sal, pimenta, cominhos e umas ervas que estavam ali à mão. Fui juntando pão ralado e farinha de aveia até estar com uma consistência jeitosa para brincar aos moldes. Moldei em forma de bolas.

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Triturei uma aveia, juntei-lhe umas sementes e fiz com que os bolos de grão e feijão preto rebolassem, alegremente, no preparado.

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Como já tinha batatas assadas pelei-as e, fiz um puré de batata doce.

Fritei-os em azeite e epá, comi... Comi porque tinha uma fome danada.

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Autocrítica: não tinha feito mal nenhum ter colocado mais pão ralado; a dada altura tive a sensação de estar a ver um documentário sobre a queda do muro de Berlim.

 

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