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Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

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A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

No Alentejo, visita rápida vira festival gastronómico

por Renato, em 04.09.17

Depois desta pausa e passadas as férias, o regresso é feito cheio de energia e muito mais gordo.

 

De passagem por alguns sítios um deles foi, claro está, a terra dos meus pais: Pias.


Quando falamos de comer, é no Alentejo que me sinto melhor. Não admira que qualquer elemento da família que vem de uma estadia em Pias se queixe de uns quilos a mais.


Pois é lá onde se encontra sempre uma cabeça do pão para barrar manteiga; pois é lá onde se encontra sempre um chouriço para assar ou queijinho para picar; pois é lá onde se pode orientar sempre uma açorda para um almoço ou jantar de última hora.

 

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É também lá onde se encontra O Presunto. Não, não é uma marca e sim a melhor perna de porco salgada que se pode encontrar.


Proveniente de um porco de criação própria e para consumo próprio. Neste caso, o Nelson, marido da minha prima Daniela, numa suposta visita rápida para ver o bebé mais recente da família, mostrou-me este ouro que tinha em casa.

 

Este presunto veio de um porco que o pai dele criou para consumo familiar. O processo de salga é feito por entendedores na matéria que se prende com uma questão de racionalização de recursos, ou seja, aproveitam quem já tem os recursos necessários para o fazer.

 

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Desta forma, esta visita para conhecer o novo rebento virou um festival de gastronomia para cerca de 7 pessoas que, para além deste belo presunto, houve uma bela tomatada e carapaus assados.

 

Isto é Alentejo.

 

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Almôndegas de lentilhas para a mesa 3

por Renato, em 24.05.17

Lentilhas de molho durante uma hora. Água fora, lentilhas ao lume.

 

Vinte minutos deve chegar.

 

Lentilhas cozidas e feitas em puré, é só ir juntando colheres de sopa de farinha de linhaça e pão ralado até termos a consistência certa - o suficiente para moldarem a pasta como bem entenderem.

 

Depois de moldado, é deixar que o azeite faça o seu trabalho. Não precisa de muito tempo, precisa só de ficar bem dourado.

 

Em dois minutos cozem couscous com uma boa infusão de hortelã. Levam à frigideira e, mais uma vez, deixam que o azeite trabalhe. Juntam courgete, cenoura laminadas e mais um bando de especiarias que tiverem à mão.

 

Posto isto e havendo salsa fresca, é uma questão de abusar dela.

 

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Um almoço e um jantar que pode dar para muita gente, um almoço de levar para o trabalho ou um jantar fácil e rápido. 

 

Bom dia!

 

Vejam em

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Kale é com “K” e é couve e não “kouve”

por Renato, em 13.04.17

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Sou do tempo dos Kapas.

 

Quem aí estiver desse tempo que apite.
 

Quem não adorava um bom Kapa? Um bom “komo”, um bom “kuando”, um bom “kem” ou um simples “K” em vez de “que”.

 

Tudo efémero. Um dia o “top” também vai sair de circulação, espero eu…

 

Kale é mesmo com “K” e é couve e não “kouve”.

 

Couve Kale. 

 

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Estas folhas de couve Kale foram cozinhadas no forno para ficarem crocantes. Só nós sabemos o quanto o crocante nos satisfaz.

 

Azeite, mel, sal e pimenta. Forno. 6 a 8 minutos, sem distracções, senão poderá ser tarde demais.

 

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Não se iludam, o sabor da couve está lá.


No topo de um risotto ou numa salada fica bem. De resto, podem cozer, saltear ou fazer sumos.

 

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Não há massa mais fresca e biológica do que esta.

por Renato, em 11.04.17

 

Acelgas. As vermelhas são, claramente, as mais atraentes com o seu sangue vermelho bem vivo a correr pelas folhas.

 

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Para além da acelga vermelha, há para outros gostos: a verde para os mais tradicionais; a amarela para quem gosta de um bom bronze.

 

Tem folha larga e um caule com textura e consistência parecida ao aipo.

 

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Estas acelgas vieram da Quinta do Arneiro. Podia salteá-las ou fazer um arroz de acelgas. 

 

Terá sido a melhor opção fazer uns canelones de acelgas? Bem, hoje foi a solução.

 

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Feito o molho bechamel (manteiga, farinha e leite; sal, pimenta e noz-moscada) pronta a carne de peru picada, tratei de rechear as acelgas sem os caules - esses ficam para outra altura.

 

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Depois de juntar tudo no tabuleiro de ir ao forno, deitei o bechamel por cima e o queijo ralado.

 

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Vai ao forno 180º durante uns 30 minutos.

 

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Arranjem rúcula biológica e juntem mesmo assim, a cru, por cima destes canelones.

 

O picante final da rúcula deu um casamento perfeito.

 

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Uma visita à Quinta do Arneiro.

por Renato, em 10.04.17

 

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Dez horas da manhã e sem grandes planos, fomos para a zona oeste. Dia solarengo com um vento estranho que, aparentemente, pedia um casaco. Acabámos por perceber que não, aliás, se não fosse o vento, o protector solar factor 50+ não ia chegar.

 

Assim, este tinha de ser um dia para passear e aquela zona tem sítios perfeitos para isso.

 

Lembrámo-nos da Quinta do Arneiro, que eu já conhecia pelos cabazes. Sabia que tinham um restaurante com uma promessa 100% biológica e ali estavam todos os factores que o dia assim pedia.

 

Na zona da Azueira, Mafra, encontrámos uma entrada discreta onde a paisagem de árvores de pêra rocha em flor era prometedora.

 

Não reservámos mesa no restaurante mas fomos cedo, o que possibilitou ter mesa para as 12h30. Informaram-nos que estavam cheios e isso confirmou-se,  desde que nos sentámos até que saímos chegaram mais e mais pessoas. Portanto, façam reserva.

 

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No entretanto, fomos passear à quinta.

 

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Não estava a dar para parar de tirar fotografias. O meu telemóvel já estava a pedir-me para gerir a memória nas definições e eu geri a situação muito bem ao tirar mais ainda.

 

Houve ali um sentimento possessivo, de pertença, em relação àquilo tudo. Quem não tem um “sonho de menino” igual ao do Tony por concretizar. 

 

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Desde o sítio das ervas aromáticas, passando pelas estufas e pela imagem épica da couve-roxa por colher, até à paisagem de árvores de pêra rocha em flor de perder de vista, cenários idílicos e com demasiados pormenores a reter para uma curta visita. Tivemos a sorte de apanhar a Luísa - a raíz mais enraizada da quinta que impulsionou este projecto da Quinta do Arneiro - que convidou-nos a acompanhá-la numa visita às estufas; tivemos o azar de ter de sair antes para apanhar a mesa reservada. 

 

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No restaurante, estamos diante de uma decoração tosca, limpa e minimalista. Seja lá o que isto for, é como adjectivo a experiência. 

 

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Havia à escolha um menú de carne e um menú vegetariano, onde o prato principal diferia. Nestes menús,  quatro coisas deixaram-me pasmado.

 

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Em primeiro lugar, aquele tofu fumado é um grande “turn" daquele cardo-verde cheio de sabor.

 

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Depois desta surpresa, a acompanhar as pataniscas de acelgas havia uma salada de couve-flor, rábano, maçã e passas em que os sabores faziam sentido e, acima de tudo, faziam com que qualquer não apreciador de passas, ficasse a gostar de passas (palmas!).

 

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De seguida, havia um sublime alho-francês grelhado no prato de vitela assada que nos faz pensar que há muito mais vida para lá do hipermercado.

 

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Por fim, aquele arroz-doce cremoso com leite de côco é realmente cremoso e, acredito, talvez com menos açúcar do que o tradicional; havia algo naquele arroz que nos intrigou, algo verde que tivemos de perguntar o que era; era banana com espinafres e acreditem… resulta! Eu quero ir a mais casamentos como este!

 

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Após este almoço, nada melhor que visitar a mercearia biológica que fica mesmo ali ao lado do restaurante.

 

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Ali, depois de provar, o próximo passo é comprar e fazer em casa. Comigo resultou nisto:

 

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Acelgas, rúcula, espinafres da Nova Zelândia, batatas-doces e couve Kale. Esta semana vou experimentar.

 

Isto é uma experiência a repetir e que aconselho; o envolvimento dos que ali estão é visível. A simpatia também!

 

Visitem e levem as crianças. Faz todo o sentido (e há uma casa à medida dos mais pequenos para brincar, vão descobrir onde!).

 

Muitos produtos biológicos para todos!

 

p.s.: eu sou fã de rúcula e peço-vos que comprem rúcula biológica para provar. Peço-vos, por favor! Se não gostarem devolvo o dinheiro (só que não).

 

Se a vida dá ovos...

por Renato, em 08.04.17

Quando a vida dá ovos, o que é que vocês fazem?

 

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Pão-de-ló, quem sabe.

 

Esgravatar a tradição do pão-de-ló da tia Maria Costa culminou em pesar 7 ovos com casca; o mesmo peso em açúcar amarelo; metade do peso em farinha; 5 colheres de sopa de leite; raspa de limão. 

 

Bater as gemas com o açúcar num lado, claras em castelo noutro. Envolver a farinha com a gemas e depois as claras. 

 

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Forno a 180 graus e o tempo é a esparguete que vos diz.

 

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Será fast food? É que foi realmente rápido.

por Renato, em 07.04.17

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Segunda fase de coisas rápidas.

 

Pãozinho integral para os saudáveizinhos, o último pêssego da fruteira, chalota ou cebola-roxa (aqui foi a chalota), e queijo mozzarela; noz pecam (ou das outras!) a tomar o lugar à cereja no topo.

 

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Para o almoço, lanche e jantar. Já para o pequeno-almoço (…), para quem consegue comer sopa, também dá!

 

Posso dizer que isto é fast food?

 

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Quando tens tudo o que precisas dá nisto.

por Renato, em 06.04.17

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De repente tens um ananás que usas agora ou nunca e maracujás que uma alma caridosa te deu.

 

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Juntas-lhe salsa e pimenta rosa e depois logo se vê...

 

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Ouro que se come.

por Renato, em 02.04.17

Escavei, escavei, escavei. Foi com tal força e com tal profundidade que encontrei trufas. Umas de côco, outras com chocolate em pó e outras com avelã e noz pecan.

 

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Diz que é ouro. Portanto, ouro come-se. 


Resolvam a equação: X quantidade de chocolate negro para X/2 quantidade de natas; derreter, vedar bem e levar ao frigorífico 1h; moldar e cobrir com o melhor que tiverem aí em casa. 

 

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Apresento-vos "A Cena":

por Renato, em 30.03.17

Conheço muito boa gente que se rasgava toda para ter um molho destes; também conheço muito boa gente que se rasgou toda nas silvas para apanhar molhos de espargos como estes.

 

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Minha mãe dizia para ter cuidado com os que comprava; dizia isto porque os espargos que nascem nas rochas amargam mais.

 

Há quem diga que comer espargos como estes tem um efeito de limpeza do organismo; há quem diga que é mito.

 

Eu digo que isto é A Cena. Do Alentejo veio A Cena.

 

Sonho um dia cair no El Dorado dos espargos.

 

Estou a pensar o que fazer com isto.

 

Migas de espargos? Espargos com ovos?

 

Estou cansado, vou comer.

 

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