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Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

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A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Almôndegas de lentilhas para a mesa 3

por Renato, em 24.05.17

Lentilhas de molho durante uma hora. Água fora, lentilhas ao lume.

 

Vinte minutos deve chegar.

 

Lentilhas cozidas e feitas em puré, é só ir juntando colheres de sopa de farinha de linhaça e pão ralado até termos a consistência certa - o suficiente para moldarem a pasta como bem entenderem.

 

Depois de moldado, é deixar que o azeite faça o seu trabalho. Não precisa de muito tempo, precisa só de ficar bem dourado.

 

Em dois minutos cozem couscous com uma boa infusão de hortelã. Levam à frigideira e, mais uma vez, deixam que o azeite trabalhe. Juntam courgete, cenoura laminadas e mais um bando de especiarias que tiverem à mão.

 

Posto isto e havendo salsa fresca, é uma questão de abusar dela.

 

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Um almoço e um jantar que pode dar para muita gente, um almoço de levar para o trabalho ou um jantar fácil e rápido. 

 

Bom dia!

 

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Quiche com o que há em casa

por Renato, em 22.05.17

 

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Para todos aqueles que estão em casa e não sabem o que fazer para os 2 ou 3 almoços da próxima semana. 

 

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Eu não sou especialmente apologista de almoçar fora em contexto de restaurante durante a semana de trabalho. São várias as razões para levar almoço feito em casa: sei, efectivamente, o que estou a comer; compensa financeiramente; comer fora (diga-se em restaurantes) é coisa que gosto de fazer mas o meu almoço é demasiado solitário e rápido para fazê-lo desta forma e desperdiçar um momento que poderia ser prazeroso.

 

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Esta é uma opção que há que ter na manga. Atenção atletas: cheia de ovos!

 

A quiche com o que há em casa.

 

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Seis ovos, uma courgete laminada, um punhado de espinafres, queijo mozzarela e mais uns quantos tomates-cereja.

 

Com queijo fica mesmo muito bom!

 

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Boa semana para todos!

 

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O sítio certo para o chocolate

por Renato, em 15.05.17

Fornadas destas são bem-vindas! 

 

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Esta fornada de bolachas com pepitas de chocolate é dedicada ao fim-de-semana que passou. 👌

 

Foram demasiadas coisas a acontecer. Uma fornada delas. 


Para estas bolachas 🍪 derreti 150 gramas de manteiga, juntei 200 gramas de açúcar mascavado e misturei tudo. Juntar 2 ovos e envolver mais uma vez.

 

Juntar aos poucos 250 gramas de farinha e 1 colher de chá de bicarbonato de sódio, envolvendo tudo.

Cortar 150 gramas de chocolate negro grosseiramente e envolver na massa.

 

Agora é fazer uma bolacha por cada coisa boa que aconteceu no fim-de-semana e por cada vez que ouviram a música do Salvador Sobral na última semana. 🎼🎤 

 

Boa semana! 

 

🤗 

 

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Direitinho para os paleos desta vida.

por Renato, em 11.05.17

 

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Este prato serve de dedicatória aos meus amigos paleos.

 

Para todos aqueles que querem reviver o espírito festivo de há 4 mil milhões de anos atrás.

 

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Os mais pomposos vegetais espiralizados (estou fã do espiralizador!) com a proteína que vocês merecem!

 

Os legumes foram ao forno até ficarem macios e caramelizados. Podem usar azeite ou óleo de côco e, quem sabe, mel (se quiserem muito, vá!).

 

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Vão lá praticar algum exercíciozinho, vá!

 

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Adoramos estes bolos...

por Renato, em 19.04.17

 

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Quanto tens fruta madura há que fazer alguma coisa com ela.

 

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Ralar 4 🍎 + 1 🍌

1 ☕️ de farinha de alfarroba

2 ☕️ de farinha de aveia 

2 ovos🥚 inteiros

2 claras de ovo

2 colheres de sopa de canela

1 colher🥄 de fermento

Sumo de 1 🍊 

 

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O importante é ficarem a saber que o bolo vai sair húmido. Isso para mim é um critério muito importante!

 

 
 

 

 

Não és fã de vegetais? Mete tempura.

por Renato, em 14.04.17

 

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Lembram-se das acelgas?

 

Fiquei fã.

 

Quando fiz os canelones de acelgas, retirei os caules e guardei exactamente para isto.

 

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Já queria fazê-la havia algum tempo e cá está ela.

 

Tempura.

 

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Desengane-se quem acha que tempura é Japonês. Este processo é, de facto, usado na cozinha Japonesa mas fomos nós que a levámos. Foi mais ou menos assim:

 

Carlos-yu (o amigo Japonês): Celso, por aqui?

Celso (o missionário Português): Meu amigo Carlos, está tudo?

Carlos-yu: Vamos andando!

Celso: Essa expressão é boa, vou levar o “Vamos andando!” para Portugal.

Carlos-yu: Excelente! Dá-me alguma coisa em troca então…

Celso: Bem, posso dar-te uma receita que aprendi no restaurante da Susana. Chama-se ad tempora cuaresme.

Carlos-yu: O quê? Tempura?

Celso: Não, Carlos. ad tempora cuaresme. 

Carlos-yu: Não percebi… Tempura?

Celso: Ok… Tudo bem, tempera será. É um polme que usas para fritar o que bem entenderes.

Carlos-yu: Uuuuuui!

 

Celso entrega-lhe um pregaminho com a seguinte receita de polme:

 

Juntar 250g de farinha, sal, pimenta e alecrim.

Juntar 1 ovo e misturar.

Juntar 250ml de água com gás.

Juntar 100 gramas de água (bem fria).

Juntar 1 colher de chá de amido de milho.

 

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Como eu sou muito bem mandado, fiz isto e usei os caules das acelgas. Também usei cenouras e aipo porque achei os caules das acelgas pouco… Sim, era o suficiente.

 

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Muita ad tempora cuaresme para vocês!

 

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Kale é com “K” e é couve e não “kouve”

por Renato, em 13.04.17

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Sou do tempo dos Kapas.

 

Quem aí estiver desse tempo que apite.
 

Quem não adorava um bom Kapa? Um bom “komo”, um bom “kuando”, um bom “kem” ou um simples “K” em vez de “que”.

 

Tudo efémero. Um dia o “top” também vai sair de circulação, espero eu…

 

Kale é mesmo com “K” e é couve e não “kouve”.

 

Couve Kale. 

 

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Estas folhas de couve Kale foram cozinhadas no forno para ficarem crocantes. Só nós sabemos o quanto o crocante nos satisfaz.

 

Azeite, mel, sal e pimenta. Forno. 6 a 8 minutos, sem distracções, senão poderá ser tarde demais.

 

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Não se iludam, o sabor da couve está lá.


No topo de um risotto ou numa salada fica bem. De resto, podem cozer, saltear ou fazer sumos.

 

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Não há massa mais fresca e biológica do que esta.

por Renato, em 11.04.17

 

Acelgas. As vermelhas são, claramente, as mais atraentes com o seu sangue vermelho bem vivo a correr pelas folhas.

 

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Para além da acelga vermelha, há para outros gostos: a verde para os mais tradicionais; a amarela para quem gosta de um bom bronze.

 

Tem folha larga e um caule com textura e consistência parecida ao aipo.

 

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Estas acelgas vieram da Quinta do Arneiro. Podia salteá-las ou fazer um arroz de acelgas. 

 

Terá sido a melhor opção fazer uns canelones de acelgas? Bem, hoje foi a solução.

 

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Feito o molho bechamel (manteiga, farinha e leite; sal, pimenta e noz-moscada) pronta a carne de peru picada, tratei de rechear as acelgas sem os caules - esses ficam para outra altura.

 

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Depois de juntar tudo no tabuleiro de ir ao forno, deitei o bechamel por cima e o queijo ralado.

 

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Vai ao forno 180º durante uns 30 minutos.

 

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Arranjem rúcula biológica e juntem mesmo assim, a cru, por cima destes canelones.

 

O picante final da rúcula deu um casamento perfeito.

 

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Uma visita à Quinta do Arneiro.

por Renato, em 10.04.17

 

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Dez horas da manhã e sem grandes planos, fomos para a zona oeste. Dia solarengo com um vento estranho que, aparentemente, pedia um casaco. Acabámos por perceber que não, aliás, se não fosse o vento, o protector solar factor 50+ não ia chegar.

 

Assim, este tinha de ser um dia para passear e aquela zona tem sítios perfeitos para isso.

 

Lembrámo-nos da Quinta do Arneiro, que eu já conhecia pelos cabazes. Sabia que tinham um restaurante com uma promessa 100% biológica e ali estavam todos os factores que o dia assim pedia.

 

Na zona da Azueira, Mafra, encontrámos uma entrada discreta onde a paisagem de árvores de pêra rocha em flor era prometedora.

 

Não reservámos mesa no restaurante mas fomos cedo, o que possibilitou ter mesa para as 12h30. Informaram-nos que estavam cheios e isso confirmou-se,  desde que nos sentámos até que saímos chegaram mais e mais pessoas. Portanto, façam reserva.

 

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No entretanto, fomos passear à quinta.

 

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Não estava a dar para parar de tirar fotografias. O meu telemóvel já estava a pedir-me para gerir a memória nas definições e eu geri a situação muito bem ao tirar mais ainda.

 

Houve ali um sentimento possessivo, de pertença, em relação àquilo tudo. Quem não tem um “sonho de menino” igual ao do Tony por concretizar. 

 

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Desde o sítio das ervas aromáticas, passando pelas estufas e pela imagem épica da couve-roxa por colher, até à paisagem de árvores de pêra rocha em flor de perder de vista, cenários idílicos e com demasiados pormenores a reter para uma curta visita. Tivemos a sorte de apanhar a Luísa - a raíz mais enraizada da quinta que impulsionou este projecto da Quinta do Arneiro - que convidou-nos a acompanhá-la numa visita às estufas; tivemos o azar de ter de sair antes para apanhar a mesa reservada. 

 

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No restaurante, estamos diante de uma decoração tosca, limpa e minimalista. Seja lá o que isto for, é como adjectivo a experiência. 

 

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Havia à escolha um menú de carne e um menú vegetariano, onde o prato principal diferia. Nestes menús,  quatro coisas deixaram-me pasmado.

 

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Em primeiro lugar, aquele tofu fumado é um grande “turn" daquele cardo-verde cheio de sabor.

 

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Depois desta surpresa, a acompanhar as pataniscas de acelgas havia uma salada de couve-flor, rábano, maçã e passas em que os sabores faziam sentido e, acima de tudo, faziam com que qualquer não apreciador de passas, ficasse a gostar de passas (palmas!).

 

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De seguida, havia um sublime alho-francês grelhado no prato de vitela assada que nos faz pensar que há muito mais vida para lá do hipermercado.

 

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Por fim, aquele arroz-doce cremoso com leite de côco é realmente cremoso e, acredito, talvez com menos açúcar do que o tradicional; havia algo naquele arroz que nos intrigou, algo verde que tivemos de perguntar o que era; era banana com espinafres e acreditem… resulta! Eu quero ir a mais casamentos como este!

 

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Após este almoço, nada melhor que visitar a mercearia biológica que fica mesmo ali ao lado do restaurante.

 

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Ali, depois de provar, o próximo passo é comprar e fazer em casa. Comigo resultou nisto:

 

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Acelgas, rúcula, espinafres da Nova Zelândia, batatas-doces e couve Kale. Esta semana vou experimentar.

 

Isto é uma experiência a repetir e que aconselho; o envolvimento dos que ali estão é visível. A simpatia também!

 

Visitem e levem as crianças. Faz todo o sentido (e há uma casa à medida dos mais pequenos para brincar, vão descobrir onde!).

 

Muitos produtos biológicos para todos!

 

p.s.: eu sou fã de rúcula e peço-vos que comprem rúcula biológica para provar. Peço-vos, por favor! Se não gostarem devolvo o dinheiro (só que não).

 

Se a vida dá ovos...

por Renato, em 08.04.17

Quando a vida dá ovos, o que é que vocês fazem?

 

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Pão-de-ló, quem sabe.

 

Esgravatar a tradição do pão-de-ló da tia Maria Costa culminou em pesar 7 ovos com casca; o mesmo peso em açúcar amarelo; metade do peso em farinha; 5 colheres de sopa de leite; raspa de limão. 

 

Bater as gemas com o açúcar num lado, claras em castelo noutro. Envolver a farinha com a gemas e depois as claras. 

 

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Forno a 180 graus e o tempo é a esparguete que vos diz.

 

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