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Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Carpaccios há muitos!

por Renato, em 13.09.17

Já este é qualquer coisa e podem encontrá-lo no Boa Bao, no Chiado.

 

Provar este carpaccio é uma experiência de extremos. Fresco, ácido, quente, estaladiço, enfim!

 

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Os pontos fortes desta sobremesa, quanto a mim, são a pitaya ou fruta do dragão e a junção da acidez do ananás com aquela espécie de granizado de hortelã.

 

Não descartando o resto da refeição, este foi o auge. 

 

A verdade é que nesta esplanada do Boa Bao localizada no largo Rafael Bordalo Pinheiro qualquer coisinha sabe bem. Posto isto, vale sempre a pena provar o resto. Nós ficámos por um caril de camarão e um robalo a vapor com pakchoi.

 

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Para acompanhar uma das cervejas mais vendidas na Tailândia: Singha.

 

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Portanto, levantem o rabo desse vosso sofá e vão experimentar!

 

Qual formalidade, qual quê? 100 Maneiras - Parte II

por Renato, em 06.06.17

Hoje, quero falar-vos sobre o ambiente do 100 Maneiras.

 

Quando entramos naquele espaço na Rua do Teixeira, deparamo-nos com uma banda sonora que inicialmente podemos não estar a encaixar naquele sítio. Cheia de ritmo e força, a verdade é que deixa logo à partida um sinal de descontração para o que virá a seguir. 🤔🤔

 

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Fotografia retirada www.zomato.com

 

Depois disto, olhamos em redor e percebemos que é um espaço pequeno, com o número de lugares suficientes para este tipo de experiência mas cheio de pormenores, os suficientes. Um misto de brancura envolvente, das pequenas janelas de madeira, do teto à antiga, dos diferentes rótulos e garrafas de vinho expostos lá em cima, do espelho trabalhado em dourado e da grande fotografia impressa no separador entre a entrada e a sala de jantar. 😲

 

São pormenores suficientes para "encher" uma sala de jantar. Não consigo descrever-vos tudo: têm de lá ir! 👍🏼😁

 

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La Tomatina - Broa, creme de queijo e tomate

 

Quem por lá trabalha… Definitivamente, têm de contribuir fortemente para um bom ambiente e estes meninos não foram excepção. Nasciam como cogumelos ao nosso lado e cada vez que eu perguntava, mesmo que para o ar, "o que é isto?" lá aparecia alguém a esclarecer. Excelente. Assunto encerrado. 👌👌👌

 

Assim, tudo se conjuga para assumir um ambiente descontraído e sem grandes formalidades. Acontece ali um tu cá tu lá com os amigos, com os empregados, com a música e com o vinho. 🍷

 

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Lucy in the sea with diamonds - Vieiras, uvas e ar de lúcia-lima

 

Acho que o que ajudou mesmo foi aquele vinho branco Quinta do Ameal com aromas frutados e florais, feito com uvas maduras de casta Loureiro… Como é que eu consegui distinguir todas estas particularidades do vinho? Li no rótulo!

 

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O homem do Pesadelo na Cozinha tem um Sonho de restaurante - Parte I

por Renato, em 04.06.17

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 "Estendal do Bairro" - Bacalhau desidratado com molho aioli de coentros e pimentos

 

Eu não quero confundir-vos. Quando ontem escrevi no facebook e no instagram sobre o dia mais feliz e, ao mesmo tempo, menos feliz da minha vida no 100 maneiras referia-me à primeira vez em que senti genuinamente mixed feelings. Não é que não estivesse à espera, mas não com aquela intensidade. 😐

 

Feliz por ver aparecer; infeliz por ver desaparecer.

Feliz por olhar; infeliz por cortar.

Feliz por provar; infeliz por acabar.

 

🤔🤔🤔

 

Que arte é esta? Será quando temos alguém que pega num conjunto de bons produtos e molda-os num prato aparentemente simples mas com técnicas que ultrapassam a nossa imaginação? Eu penso que sim. 

 

É como num oleiro a moldar o barro ou uma bordadeira a trabalhar o seu tecido. 👨🏼‍🎨

 

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"Tu Matas-me" - Será que alguém consegue adivinhar o que é?

 

Ainda assim, quando estamos perante um cozinheiro que pinta o seu prato e quando o prato vem para a mesa eu não posso emoldurá-lo ou utilizá-lo como me der na real gana. Não posso perpetuar a experiência, mesmo que tire 132 fotografias e porque não é algo estritamente visual. Posso sim guardá-la na minha memória mas sabendo que é volátil. Se lá voltasse não ia ser igual, eu sei disso. 🙌🏼

 

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"Perfect skin" - Pele de peixe frita, salmonete, paté de sardinha, paté de fígados, escamas de peixe e maionese de caril

 

Mas no meio disto tudo valha-nos o André, o simpático escanção e chefe de sala, que escolheu um vinho branco Quinta do Ameal, casta Loureiro, e um vinho tinto 100 Maneiras By Herdade dos Grous. 👌👌

 

O André agradeceu pela confiança e pelo desafio mas não era necessário… Nós sabíamos que estávamos em boas mãos. 🙏🏼

 

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Tapas e petiscos dá Tapisco.

por Renato, em 21.05.17

 

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A receita do nome é simples, assim como o conceito que é, nada mais nada menos, um misto de produtos com pratos Portugueses e Espanhóis. Este foi o restaurante que Henrique Sá Pessoa abriu este ano.

 

Com um conjunto de tapas/petiscos e pratos para partilhar, é uma cozinha simples, sem grandes invenções, bem conseguida e é exactamente aquilo a que se propõe. 

 

Quem vai à procura de especialidades e pratos de autor não é ali, apesar de manter a qualidade que temos em expectativa.

 

O espaço, apesar de pequeno, é quente, aconchegante e com uma decoração cheia de pormenor. Há lugares sentados ao balcão e em mesas; nós ficámos nas mesas, algo que me arrependi porque os lugares de balcão estão viradinhos para a cozinha.

 

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A experiência neste espaço passou pela La Bomba de Lisboa - bombas calóricas salgadas de batata doce e alheira, com maionese e molho de tomate -, Paella Negra - uma paella com tinta de choco e maionese de alho -, Mousse de Chocolate Negro com Azeite e Flor de Sal e uma Mousse de Turrón de Alicante.

 

O que destaco é a Paella Negra em que a única coisa que poderia ser mudada é a quantidade de maionese de alho pois corre o risco de ficar demasiado enjoativo, mesmo após espremer o limão. De resto, todos os outros produtos daquela Paella estavam impecavelmente cozinhados.

 

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Depois, eu que não sou um grande fã de mousse de chocolate, esta mousse de chocolate ganhava muitos pontos com aquele caviar de azeite, conferindo-lhe uma cremosidade extra; já para não falar da flor de sal que intensificou toda aquela experiência de chocolate negro versus azeite. Nada a apontar!

 

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Por fim, La Bomba de Lisboa, com a mistura da batata doce e alheira salgadinha é uma aposta ganha. Uma daquelas entradas óbvias que nunca deixam ficar mal! Já a Mousse de Turrón… Bem… Só poderíamos esperar algo do género: doce mais doce não há!

 

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Um bom sítio para ir e ficar de estômago reconfortado. Não aceitam reservas, nem precisam, porque está sempre cheio mas a rotação de clientes também é rápida. O conselho é ir cedo para quem quer ir jantar ou, quiçá, fazer um lanche ajantarado. Estão abertos das 12h às 24h.

 

Muitas iguarias para vocês!

 

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#2 Sítios escondidos para comer em Lisboa

por Renato, em 13.02.17

Da saga "Sítios escondidos para comer em Lisboa", trago mais um prato do restaurante "A Escadinha", em Alfragide.

 

 

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Trabalham ali perto? Querem almoçar? Querem bom e barato?

 

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Epá, têm de lá ir.

 

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Maria! Então e as azeitonas? E a alheira? E os ovos rotos? E o Crème Brûlée?

por Renato, em 07.02.17

Este crème brûlée deu-me umas ideias porreiras para as lides domésticas.

 

 

 

Este em particular foi num restaurante na Amadora chamado Maria Azeitona, na Rua Alfredo Keil.

 

Valeu a pena, vejam no Zomato.

 

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#1 Sítios escondidos para comer em Lisboa

por Renato, em 01.02.17

Eu até podia dizer-vos onde é que comi isto, mas é tão bom, perto, barato, simpático e discreto que quero evitar invasões.

 

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Mas...

 

Ok!

 

A Escadinha

 

Vamos lá combinar aqui horários para lá ir que aquilo é pequeno e enche depressa.

 

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Alexandre Silva do Time Out Mercado da Ribeira

por Renato, em 24.01.17

Barriga de porco confitada por Alexandre Silva num conceito que a minha algibeira acha engraçado.

 

Haverá forma menos saudável e mais deliciosa para comer porco?

 

🐷 

 

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Boato: diz que há por lá um vinho Alvarinho alentejano (?)

 

A Real Francesinha do Imperial de Ourique

por Renato, em 15.05.16

Saímos do Barreiro e tinhamos um objectivo muito bem definido; a rua era aquela e sabiamos aquilo com que nos queriamos alambazar. O carro estava estacionado e já passava das 19: boa, não havia paquimetro a pagar. Seguimos adiante com certeza em tempos confirmada de que aquela seria a melhor francesinha de Lisboa.

 

Descemos a rua em direcção ao jardim da Estrela e a meio dela um cheiro bom a óleo de fritar batatas: está quase!

 

Com um dos toldos da rua por baixo de mim, olhei para a porta cinzenta de alumíneo à minha esquerda, li "Menu de Almoço" e olhei para a meia dúzia de mesas que havia lá dentro; pensei "Não pode ser aqui." Eu continuei a descer a rua, mas ela parou e disse "Ei! É aqui!". Não discuti: a mulher tem sempre razão. Passei para o lado da estrada e li o toldo: "Imperial de Ourique".

 

Em tempos, num dos episódios da Prova Oral da Antena 3, houve quem tivesse sugerido este Imperial de Ourique como o restaurante com a melhor francesinha em Lisboa. Após uma recente visita ao norte, de onde ela é, que inclui uma francesinha em massa folhada, era o momento de encontrar um espaço cá em baixo que satestizesse este nosso desejo. 

 

Sem grandes complicações, entrámos e ficámos logo ali numa mesa perto da porta; se a coisa não corresse bem, a saída era já ali.

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A escolha não foi difícil. Claro, as variações normais da francesinha estavam na carta; para nós, foi a francesinha tradicional.

 

Lá aguardámos na companhia um do outro e de duas Super Bock: ela diz que é a melhor e eu não contesto; mulher tem sempre razão. 

 

Enquanto esperávamos, olhava em redor: para o guardanapo de papel; para a faca de cerrilha colocada ali especialmente para a francezinha; para o misto de luz branca dos focos de luz do teto e de luz amarela do candeeiros das paredes; para as pessoas que entravam para comprar um maço de tabaco ou para beber um café.

 

Depois de nós, entrou um grupo de três adultos, três crianças e todos eles também sabiam ao que vinham. Entretanto, o senhor ao meu lado terminava a sua francesinha e dizia ao dono do Imperial de Ourique: "Escute, isto está muito bom! Estou sem palavras, você deixou-me sem palavras!". Eu pensei: "Ai é? Ai é? Quero ver isso!"

 

Pouco tempo depois chegaram as nossas francesinhas; para o grupo que entrou depois de nós, chegaram três francesinhas para os adultos e três bitoques para as crianças. A mãe de uma das miudas, a mais velha, disse "Prova lá este molho, acho que vais gostar!" e com uma colher colocou o molho no prato da criança; ela provou, estranhou, riu e disse "Põe mais!". Eu já me estava a passar com tanto elogio e questionava sobre quem é que estaria a fazer tal magia naquela cozinha. A determinado momento ouvi: "A cozinheira é de Lamego!".

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Ela chegou.

 

 

Silêncio.

 

Aquela cama de carne, linguiça, salsicha, ovo e queijo, mergulhada naquele molho suficientemente picante para me deixar a fungar, mas não suficientemente picante para me deixar a suar era divino. Uma das melhores que comi, de modo que considero que não a comi mas sim absorvi.

 

Agora estava a perceber aquela algazarra toda de elogios. Sim, vale a pena, vale mesmo muito a pena. Gostei da primeira francesinha que comi, no entanto, gostava que aquela tivesse sido a primeira; aquela teria sido a referencia desde o início. 

 

Cada sitio tem o seu lugar. Este sitio merece o lugar que tem. A tradição faz-se ali e acreditem, para eu me lembrar desta mega experiência de forma mais ou menos detalhada, foi porque valeu totalmente a pena.

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Houvesse mais pão!

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