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Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

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A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Um Crush por Focaccia

por Renato, em 18.09.17

Eu diria mesmo que focaccia não é pão, não senhor! Focaccia pode ser um estilo de vida, um dia bem passado ou mesmo um final feliz.

 

Não venho aqui comparar pão Alentejano (que não tem comparação mas sou parcial de qualquer forma) com focaccia ou com pão de Mafra. Não há como comparar e para além disso não é esse o objectivo.

 

Tal como disse, focaccia é focaccia. É de tal forma característica e versátil que até o meu pai e os meus sobrinhos (que sofrem de uma doença chamada Esquisitice com a Comida Crónica ou ECC para quem quiser pesquisar no Google) gostaram.

 

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Foi a primeira vez que experimentei a fazer tudo de origem em casa e resultou numa bela focaccia com umas quantas alterações que já falamos mais abaixo. Foi complicado na parte da limpeza da cozinha. O processo da  focaccia (pelo menos o meu) resultou numa massa bem pegajosa resultante, provavelmente, do azeite e de uma quantidade de água superior em relação a um pão normal.

 

Estão a ver, não é? Para moldar, colocar no tabuleiro e limpar equivaleu a limpar a minha cozinha toda de alto a baixo. Esta receita fez lembrar os gnocchis que fiz aqui.

 

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Passando à frente, tomem lá a receita e façam esta super focaccia de tomate seco, azeitonas e alecrim. O melhor de tudo é que podem fazer a base e juntar-lhe o que tiverem aí por casa.

 

Vão precisar de 10 gramas de fermento de padeiro em pó; 350 ml de água; 500 gramas de farinha (eu usei 250g tipo 65 e 250g integral - opção); 3 colheres de sopa de azeite; sal e pimenta; tomate seco; azeitonas desencaroçadas; alecrim.

 

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Comecem por usar um pouco da água (importante!) morna e deitem o fermento para activar as bactérias; coloquem a farinha numa taça e abram um buraco no meio onde vão deitar a água com o fermento juntamente com 2 colheres de sopa de azeite, o sal e a pimenta; amassem tudo e vão acrescentando o resto da água aos poucos.

 

A seguir, laminem uma boa quantidade de azeitonas e tomate seco e misturem à massa. 

 

Deixem a massa levedar até duplicar de tamanho.

 

Pincelem um tabuleiro de ir ao forno com uma boa quantidade de azeite e coloquem a massa no mesmo. Deitem o alecrim por cima e, com os vossos dedos ou com uma colher, façam pequenas covas ao longo da massa.

 

Levem ao forno a 180º durante uns 40 minutos. Têm de avaliar o vosso forno pois queremos uma focaccia bem fofa por dentro.

 

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Depois desenformem a focaccia e… bem… ou comem com manteiga, ou com queijo, ou com doce, ou molham a vossa focaccia no molhenga da feijoada. 

 

Vocês decidem!

 

Rena’s out.

 

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Uma Dona Tarte de Morango [sem açucares adicionados]

por Renato, em 15.09.17

Vou já aqui assentar um ponto importante. Muitos vão estrabuchar no chão que nem eu quando tenho fome: isto é uma espécie de doce saudável.

 

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No caso de pensarem na meia-treta do "Bem, oh Renato, saudável é o kit kat que eu como ao almoço. Esse doce tem os açúcares da fruta."

 

Meus lagostins do arrozal, é verdade mas é só isso! 

 

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O meu objectivo com esta tarte ou semi-frio [como quiserem chamar] foi aproveitar apenas a textura e o sabor que os produtos normalmente nos dão. Um outro objectivo foi apresentar-vos um doce, sem açúcar adicionado, disfarçado de um irmão gémeo e minado de açúcar e bolacha digestiva que podem encontrar numa qualquer montra de café perto de vocês!

 

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Assim, para a base, utilizei 200 gramas de tâmaras e alperces secos e sem caroço; 200 g de aveia; 2 punhados de frutos secos (vocês escolhem!); sumo de 1 lima; 1 colher de chá de óleo de coco (opcional).  Triturem tudo num processador e espalhem na forma. Tapem a base e levem ao congelador por, pelo menos, uma hora.

 

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Em relação ao topping, 1 kg de morangos congelados e 1 banana no processador  e triturem tudo. Tapem e levem ao congelador.

 

1 ou 2 horas antes de servir, coloquem o topping por cima da base e levem novamente ao congelador até à hora da primeira garfada!

 

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Aproveitem e comam com um bocadinho menos de remorsos 😂 

 

Bom fim-de-semana!

 

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A Vila Encantada de Marvão

por Renato, em 08.09.17

Marvão está dentro de uma muralha e parece uma vila encantada. Parece estar sobre um qualquer encantamento antigo que a mantém intacta dentro das suas paredes.

 

 

É ao som de Jimi Hendrix e Ray Charles que escrevo estas linhas, porque foram algumas das músicas que estas pessoas por detrás de um baixo e de uma guitarra decidiram tocar.

 

Tocaram para mim, para a minha amada companhia e para mais duas ou três pessoas que contemplavam o anoitecer de Marvão através de uma vista que só esta vila pode oferecer. Este post é um relato de uma experiência dentro de outra experiência única que está a acontecer no Natural Bar. O homem por detrás do baixo é o dono deste bar.

 

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Marvão está meia escondida por onde podemos aceder através de curvas, contra-curvas e sempre a subir! Arrisco-me a dizer que é a vila mais bonita que conheci.

 

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Estes belos dias em Marvão, com uma perninha por Castelo de Vide, vão terminar mas estou feliz. A pergunta que está na minha cabeça é "mas por que raio há tão pouca gente aqui?". Ao mesmo tempo penso "caraças, ainda bem! Para que é que eu quero mais gente aqui?".

 

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O branco da parede das casas rasteiras espalhadas por toda a aldeia; o verde das figueiras, castanheiros e arbustos bem aparados; cinzento da pedra em bruto; castanho da muralha em redor e do castelo bem lá no cimo.

 

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Das portas e janelas vem o resto da cor que desta forma faz com que haja sempre para onde olhar.

 

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Porque fica na zona de Portalegre, Alentejo, a comida que por aqui se faz é bem próxima daquela que eu conheço. Um caldo de cação aqui e umas migas de coentros acolá. A castanha, por exemplo, é um dos produtos utilizado na cozinha regional e, também porque estamos no meio da serra de S. Mamede, a caça faz parte da mesa dos habitantes desta região.

 

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Eu não falhei aos secretos de porco preto e a feijoada mas o que realmente me encheu as medidas foi a chamada carne de alguidar com migas de coentros. A carne de porco em vinha de alhos era tão fácil de cortar que até um garfo era suficiente para o fazer. Já a migas... bem, para mim as migas são sempre vencedoras quando mantêm a humidade mesmo com o crocante exterior da fritura do azeite. Um win-win.

 

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Para acompanhar as migas um vinho tinto – claro! – bom mas não espetacular (única avaliação que sei fazer visto que sou um excelente bebedor mas péssimo provador).

 

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De resto, é apreciar a vista, ficar a ver o nascer e o pôr-do-sol, percorrer a muralha ao longo da vila (preparem-se e vão cheios de fôlego), é percorrer as ruelas vazias a meio da noite, é ficar sentado numa qualquer parede a beber a cerveja artesanal da zona (a Barona, que vamos falar sobre ela em breve) ou a comer várias baionas (bolo da região sobre o qual também vamos falar).

 

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Aqui está uma vila fotogénica. Têm o castelo, o museu, os jardins, a muralha, a praça, a olaria, o tribunal, a prisão ou a vista. Não há sítios escondidos, está tudo à mostra e é só procurar e estar atento aos pormenores. É verdade que Marvão é um sítio que se vê num dia mas será que a conseguimos perceber em tão pouco tempo?

 

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Bom, é uma questão de a visitarem!

 

IMG_1422.JPG (E esta é uma fotografia de Castelo de Vide porque também merece algum protagonismo)

 

Bom fim-de-semana, lagostins do arrozal!

 

Uma visita à Quinta do Arneiro.

por Renato, em 10.04.17

 

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Dez horas da manhã e sem grandes planos, fomos para a zona oeste. Dia solarengo com um vento estranho que, aparentemente, pedia um casaco. Acabámos por perceber que não, aliás, se não fosse o vento, o protector solar factor 50+ não ia chegar.

 

Assim, este tinha de ser um dia para passear e aquela zona tem sítios perfeitos para isso.

 

Lembrámo-nos da Quinta do Arneiro, que eu já conhecia pelos cabazes. Sabia que tinham um restaurante com uma promessa 100% biológica e ali estavam todos os factores que o dia assim pedia.

 

Na zona da Azueira, Mafra, encontrámos uma entrada discreta onde a paisagem de árvores de pêra rocha em flor era prometedora.

 

Não reservámos mesa no restaurante mas fomos cedo, o que possibilitou ter mesa para as 12h30. Informaram-nos que estavam cheios e isso confirmou-se,  desde que nos sentámos até que saímos chegaram mais e mais pessoas. Portanto, façam reserva.

 

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No entretanto, fomos passear à quinta.

 

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Não estava a dar para parar de tirar fotografias. O meu telemóvel já estava a pedir-me para gerir a memória nas definições e eu geri a situação muito bem ao tirar mais ainda.

 

Houve ali um sentimento possessivo, de pertença, em relação àquilo tudo. Quem não tem um “sonho de menino” igual ao do Tony por concretizar. 

 

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Desde o sítio das ervas aromáticas, passando pelas estufas e pela imagem épica da couve-roxa por colher, até à paisagem de árvores de pêra rocha em flor de perder de vista, cenários idílicos e com demasiados pormenores a reter para uma curta visita. Tivemos a sorte de apanhar a Luísa - a raíz mais enraizada da quinta que impulsionou este projecto da Quinta do Arneiro - que convidou-nos a acompanhá-la numa visita às estufas; tivemos o azar de ter de sair antes para apanhar a mesa reservada. 

 

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No restaurante, estamos diante de uma decoração tosca, limpa e minimalista. Seja lá o que isto for, é como adjectivo a experiência. 

 

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Havia à escolha um menú de carne e um menú vegetariano, onde o prato principal diferia. Nestes menús,  quatro coisas deixaram-me pasmado.

 

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Em primeiro lugar, aquele tofu fumado é um grande “turn" daquele cardo-verde cheio de sabor.

 

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Depois desta surpresa, a acompanhar as pataniscas de acelgas havia uma salada de couve-flor, rábano, maçã e passas em que os sabores faziam sentido e, acima de tudo, faziam com que qualquer não apreciador de passas, ficasse a gostar de passas (palmas!).

 

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De seguida, havia um sublime alho-francês grelhado no prato de vitela assada que nos faz pensar que há muito mais vida para lá do hipermercado.

 

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Por fim, aquele arroz-doce cremoso com leite de côco é realmente cremoso e, acredito, talvez com menos açúcar do que o tradicional; havia algo naquele arroz que nos intrigou, algo verde que tivemos de perguntar o que era; era banana com espinafres e acreditem… resulta! Eu quero ir a mais casamentos como este!

 

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Após este almoço, nada melhor que visitar a mercearia biológica que fica mesmo ali ao lado do restaurante.

 

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Ali, depois de provar, o próximo passo é comprar e fazer em casa. Comigo resultou nisto:

 

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Acelgas, rúcula, espinafres da Nova Zelândia, batatas-doces e couve Kale. Esta semana vou experimentar.

 

Isto é uma experiência a repetir e que aconselho; o envolvimento dos que ali estão é visível. A simpatia também!

 

Visitem e levem as crianças. Faz todo o sentido (e há uma casa à medida dos mais pequenos para brincar, vão descobrir onde!).

 

Muitos produtos biológicos para todos!

 

p.s.: eu sou fã de rúcula e peço-vos que comprem rúcula biológica para provar. Peço-vos, por favor! Se não gostarem devolvo o dinheiro (só que não).

 

Ouro que se come.

por Renato, em 02.04.17

Escavei, escavei, escavei. Foi com tal força e com tal profundidade que encontrei trufas. Umas de côco, outras com chocolate em pó e outras com avelã e noz pecan.

 

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Diz que é ouro. Portanto, ouro come-se. 


Resolvam a equação: X quantidade de chocolate negro para X/2 quantidade de natas; derreter, vedar bem e levar ao frigorífico 1h; moldar e cobrir com o melhor que tiverem aí em casa. 

 

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Comida de Sobrevivência

por Renato, em 15.03.15

(Leiam a próxima frase como se estivessem a narrar um documentário em Português do Brasil) A preguiça é um animal que ataca o ser humano com 2 ou 3 dentadas e as estatísticas dizem que é algo que faz com frequência; após ataque, o ser humano fica sem motivação para fazer qualquer coisa, apesar de ter todas as capacidades para o fazer.

Hoje, venho dissertar um bocado sobre comida de sobrevivência… Comida de quem chega a casa e só lhe apetece refastelar no sofá depois do trabalho, depois da escola ou de qualquer outro sítio que deixe a cabeça em água. Esta dissertação é mesmo muito pequena uma vez que, apesar de ter todas as capacidades mentais comigo, a preguiça foi mais forte e sinto-me um paquiderme que poderia ficar dentro de água ou ao sol, bem quieto, a olhar para nada durante horas.

Eu próprio nunca estive a estudar fora de casa, no entanto, alguns colegas que fui tendo ao longo do percurso académico falavam da massa de atum como um autêntico Kit de Sobrevivência. Hoje em dia, sou eu que trabalho fora e longe da casa que ao longo da vida me deu excelentes refeições, ou seja, também eu fui criando um Kit destes.

As coisas que costumam parar cá por casa em dias destes são a Massa de Atum (ainda bem que existes, atum enlatado!) e a Tortilha (Ovos, vocês são os maiores!)

Massa de Atum

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Em azeite juntei chouriço (mas poderia ter juntado um bacon ou um presunto que estivesse cá por casa), meio pimento vermelho e aipo bem picado; juntei cogumelos enlatados  e atum; meio pacote de natas e parte do caldo de cozedura da massa; deixei ferver uns 2 minutos, juntei a massa e isto tudo demorou 15 minutos a fazer.

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Comi que nem uma bisarma.

Tortilha da Casa

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Cortei meia batata em cubos pequenos e foram a fritar num fio de azeite na frigideira onde será feita a tortilha; enquanto isso acontecia, bati 3 ovos e juntei meia cebola rocha picada, presunto, salsa picada, queijo parmesão ralado, sal e pimenta; juntei às batatas que já estavam na frigideira e lume brando. A partir daqui é fazer como se fosse uma omelete, sem a enrolar no final.

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Bom domingo e não deixei que a preguiça por persiga! ;)

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