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Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Não és fã de vegetais? Mete tempura.

por Renato, em 14.04.17

 

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Lembram-se das acelgas?

 

Fiquei fã.

 

Quando fiz os canelones de acelgas, retirei os caules e guardei exactamente para isto.

 

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Já queria fazê-la havia algum tempo e cá está ela.

 

Tempura.

 

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Desengane-se quem acha que tempura é Japonês. Este processo é, de facto, usado na cozinha Japonesa mas fomos nós que a levámos. Foi mais ou menos assim:

 

Carlos-yu (o amigo Japonês): Celso, por aqui?

Celso (o missionário Português): Meu amigo Carlos, está tudo?

Carlos-yu: Vamos andando!

Celso: Essa expressão é boa, vou levar o “Vamos andando!” para Portugal.

Carlos-yu: Excelente! Dá-me alguma coisa em troca então…

Celso: Bem, posso dar-te uma receita que aprendi no restaurante da Susana. Chama-se ad tempora cuaresme.

Carlos-yu: O quê? Tempura?

Celso: Não, Carlos. ad tempora cuaresme. 

Carlos-yu: Não percebi… Tempura?

Celso: Ok… Tudo bem, tempera será. É um polme que usas para fritar o que bem entenderes.

Carlos-yu: Uuuuuui!

 

Celso entrega-lhe um pregaminho com a seguinte receita de polme:

 

Juntar 250g de farinha, sal, pimenta e alecrim.

Juntar 1 ovo e misturar.

Juntar 250ml de água com gás.

Juntar 100 gramas de água (bem fria).

Juntar 1 colher de chá de amido de milho.

 

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Como eu sou muito bem mandado, fiz isto e usei os caules das acelgas. Também usei cenouras e aipo porque achei os caules das acelgas pouco… Sim, era o suficiente.

 

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Muita ad tempora cuaresme para vocês!

 

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Comida + Especiarias = Ui, ui

por Renato, em 11.02.17

Então vamos lá a isto.

 

Sou um valente apreciador de comida asiática até porque, quando qualquer um de nós prova comida asiática, está a provar uma verdadeira fatia daquele bolo às camadas, cheio de creme, retoques e lambidelas chamado história.

 

Quem não gosta e usa especiarias na cozinha?

 

Aaaah, agora que penso nisso eu conheço duas ou três pessoas que só utilizam o sal na cozinha. A essa maltinha eu pergunto: “Vocês conseguem viver mesmo só com sal?”

 

Escusam de responder que eu não vou perceber.

 

Grande parte das especiarias vieram da Ásia e, tal como quando pensamos na Índia pensamos nos tons vermelho e laranja, quando pensamos em cozinhar deveríamos todos pensar em especiarias. Não é imediato?

 

Pessoalmente, as especiarias estão para mim como a Patrulha Pata está para as crianças entre os 2 e os 6 anos.

 

O caril, enquanto um conjunto destas especiarias moídas que resulta num bonito pó amarelado, tem 4 mil anos. Oi? Quatro mil anos? Não admira que este pózinho esteja presente em várias cozinhas espalhadas por esse mundinho fora.

 

Na minha opinião existem dois bons sítios onde podemos encontrar o verdadeiro caril: na Índia e no Martim Moniz. Aish, que comentário cheio de prepotência e topping de preconceito. 

 

Passando à frente, eu cozinho caril em casa várias vezes; vezes demais. Não faço o meu próprio caril mas devia; fica para mais tarde. Tendo o pó, cozinhar torna-se relativamente rápido. Para além disso, é algo muito fácil de fazer e tem molho. Muito molho.

 

***

 

Em casa, começo por fazer um bom refogado de cebola, alho, gengibre e um pau de canela. Junto logo o caril, o sal, a pimenta, noz-moscada, uma dose extra de cominhos e deixo ali até caramelizar a cebola. 

 

Depois junto parte do leite de coco, deixo ferver e passo com a varinha mágica. 

 

Acrescento o resto do leite de coco e,  "falando" sobre o que experimentei hoje, utilizei peito de frango cortado aos cubos; deixo apurar em lume brando e, está feito. No fim junto coentros.

 

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Decidi fazer uns folhados com este caril para apresentá-lo de forma diferente.
 

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À parte, cozi cenoura e aipo a vapor para fazer um puré. Aproveitei o resto da massa folhada para fazer uns dips.

 

Eu gosto da primeira versão do prato.

 

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Mas prefiro com molho, lamento.
 

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Posto isto, muita comida exótica para vocês e bom fim-de-semana!

 

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