Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

As entradas que não desiludem

por Renato, em 29.09.17

Quando há muita gente em casa para almoçar ou jantar o maior pesadelo - depois de lavar a loiça pós-jantar - é a arrumação da cozinha durante a refeição.

 

271D5892-BDA1-4B3A-A7B0-AAE77366A910.JPG

 

Hoje, quero fazer uma ode às máquinas de lavar loiça e também àquela comida rápida que dá para muita gente e não desilude. Tal como no rolo de carne que postei aqui no blog há uns dias atrás, sinto que vocês precisam de umas boas entradas para satisfazer os vossos convidados.

 

Mais, venho aqui entregar-vos uma entradas que não irão provocar muitos estragos na vossa cozinha. Essa é a ideia e o segredo é só um: organização.

 

Digamos mesmo que, se não decidirem fazer a vossa maionese (já vão perceber!), não terão problemas quase nenhuns com arrumação: é só lavar e cortar umas coisas, ligar o forno e esperar.

 

O meu conselho para estas refeições em vossa casa é deixar tudo preparado para quando estiver na hora de chegada dos vossos convidados (contem com um atraso de entre 5 minutos a 13 horas…) montarem tudo e levarem ao forno.

 

iPhone - Foto 2017-09-24 20_44_24.jpeg

 

À semelhança do que falei convosco acerca do lombo de carne, o ideal é ser algo que vá ao forno ou que não precise sequer de lá entrar.

 

A minhas duas entradas são de forno e são o “Pão de Alho da Casa” e “Batatas com Excesso de Peso” (inventei os nomes agora portanto não se queixem!).

 

Aqui vai bomba!

 

Momento “Algazarra-da-preparação”

 

Para as batatas: liguem o forno a 180º; sem tirar a pele, lavem as batatas e coloquem num tabuleiro de ir ao forno; deitem azeite e bastante sal; levem ao forno por 45 minutos a 1 hora; quando as batatas estiverem cozinhadas, deixem em stand by cá fora.

 

03D60343-3019-4CA7-B173-3339AE9BE365.JPG

 

A maionese que eu fiz é de alho e tomilho mas obviamente que podem sempre comprar para acelerar este processo. Aqui é uma questão de dar ao braço mas se tiverem uma bimby ou coisa parecida a coisa acelera e não cansa. Eu juntei na minha bimby 1 ovo, sal, pimenta, alho ralado, tomilho e sumo de meio limão; mexi tudo a uma velocidade média (5); agora é deixar a bimby em velocidade 5 enquanto deitam 150g de óleo e 150g de azeite em fio (tem mesmo de ser em fio para obterem a consistência da maionese!); provem e vejam se precisa de mais acidez, sal ou pimenta e acrescentem o que for necessário. Reservem a vossa maionese.

 

Para o pão de alho: fatiem a baguete sem cortar totalmente.

 

CE952715-6161-42A7-8825-7AC9BA968317.JPG

 

Para o azeite de alho, juntem numa taça uma boa quantidade de azeite (a quantidade depende do tamanho do vosso pão), mel, alho ralado, sal, pimenta e umas ervas aromáticas a gosto (o meu levou tomilho). Provem e vejam se têm a vossa molhenga de alho a vosso gosto.

 

Momento “Chegam-todos-atrasados-e-ao-mesmo-tempo”

 

Agarrem nessas batatas mornas com querer, façam um golpe ao longo de cada uma delas e abram ligeiramente. Mandem a vossa maionese de alho e mais um bocado de tomilho fresco para dentro das batatas. Sirvam num prato ou tabuleiro, digam aos vossos amigos para comer e avisem as grávidas que a maionese é caseira!! (quando a minha mulher engravidar vou para clausura)

 

B1AC806E-0B0B-4CAB-8868-3FB5392F4F1E.JPG

 

Agarrem no pão e deitem a mistura de azeite e alho que prepararam por cima e, de preferência, dentro do próprio pão; cortem um queijo mozzarella em fatias finas e tentem, com carinho, colocar dentro do pão. Levem ao forno durante uns 15 minutos a 200º e mais um cheiro de resistência no final.

 

F171579D-2EC8-4AF0-8D30-B724DFCEC764.JPG

 

Sirvam o pão num tabuleiro, sentem-se à mesa e desfrutem do vosso copo de vinho tinto e do vosso fim-de-semana.

 

2AAB6BA7-31EA-4305-8707-20DDE504097C.JPG

 

www.patuscada.blogs.sapo.pt

www.facebook.com/patuscadablog

www.instagram.com/patuscada_by_renato_reis

 

Uma Dona Tarte de Morango [sem açucares adicionados]

por Renato, em 15.09.17

Vou já aqui assentar um ponto importante. Muitos vão estrabuchar no chão que nem eu quando tenho fome: isto é uma espécie de doce saudável.

 

iPhone - Foto 2017-09-09 19_44_54.jpeg

 

No caso de pensarem na meia-treta do "Bem, oh Renato, saudável é o kit kat que eu como ao almoço. Esse doce tem os açúcares da fruta."

 

Meus lagostins do arrozal, é verdade mas é só isso! 

 

iPhone - Foto 2017-09-15 08_33_53.jpeg

 

O meu objectivo com esta tarte ou semi-frio [como quiserem chamar] foi aproveitar apenas a textura e o sabor que os produtos normalmente nos dão. Um outro objectivo foi apresentar-vos um doce, sem açúcar adicionado, disfarçado de um irmão gémeo e minado de açúcar e bolacha digestiva que podem encontrar numa qualquer montra de café perto de vocês!

 

iPhone - Foto 2017-09-15 08_33_49.jpeg

 

Assim, para a base, utilizei 200 gramas de tâmaras e alperces secos e sem caroço; 200 g de aveia; 2 punhados de frutos secos (vocês escolhem!); sumo de 1 lima; 1 colher de chá de óleo de coco (opcional).  Triturem tudo num processador e espalhem na forma. Tapem a base e levem ao congelador por, pelo menos, uma hora.

 

iPhone - Foto 2017-09-15 08_33_51.jpeg

 

Em relação ao topping, 1 kg de morangos congelados e 1 banana no processador  e triturem tudo. Tapem e levem ao congelador.

 

1 ou 2 horas antes de servir, coloquem o topping por cima da base e levem novamente ao congelador até à hora da primeira garfada!

 

iPhone - Foto 2017-09-09 19_45_12.jpeg

 

Aproveitem e comam com um bocadinho menos de remorsos 😂 

 

Bom fim-de-semana!

 

www.facebook.com/patuscadablog

www.instagram.com/patuscada_by_renato_reis

www.patuscada.blogs.sapo.pt

 

Ervas aromáticas e marquises

por Renato, em 11.09.17

Tenho de admitir: respeito o sal e a pimenta, até me levam bem com umas ervas secas mas quem me tira uma erva aromática fresca tira-me tudo!

 

iPhone - Foto 2017-09-10 21_22_50.jpeg

 

Há coisas das quais tenho pena e uma delas é não ter um pequeno quintal com espaço para plantar umas ervas aromáticas, uns tomates ou um par de cebolas.

 

Não tenho isso mas tenho uma marquise. Não sou especialmente fã, confesso. Descobri, no entanto, que melhor que uma estufa só mesmo uma marquise.

 

iPhone - Foto 2017-09-10 21_23_23.jpeg

 

Estas meninas já cresceram e continuam a crescer apesar de me pregarem uns valentes sustos. Basta estar uns dois dias fora de casa para saber que se vão ressentir com a minha ausência… ou de água!

 

Em cima temos salva - se nunca experimentaram, aconselho! - e salsa; em baixo tomilho e mangericão - o sensivelzinho mangericão -; na terceira fila está alecrim, novamente a salsa e oregãos frescos.

 

iPhone - Foto 2017-09-10 21_23_39.jpeg

 

A quarta fila foi uma incógnita total visto que plantei umas pevides de melância e surgiu esta bonita rama verde que não pára de crescer. O melhor disso tudo é que a maior coisa que está a crescer nesta horta de marquise vive num vaso improvisado. Este vaso improvisado nasceu do reaproveitamento de garrafas de água de litro e meio.

 

iPhone - Foto 2017-09-10 21_23_57.jpeg

 

O meu conselho para vocês é que façam as vossa hortas em casa, tenham muito ou pouco espaço.

 

A verdade, é que estas meninas dão um sabor único aos vossos pratos. Numa simples omelete, numa açorda ou num caril.

 

Pelo menos, experimentem! A minha primeira horta foi num garrafão de plástico.

 

Boa semana, meus meninos!

 

www.instagram.com/patuscada_by_renato_reis

www.facebook.com/patuscadablog

www.patuscada.blogs.sapo.pt

 

A Vila Encantada de Marvão

por Renato, em 08.09.17

Marvão está dentro de uma muralha e parece uma vila encantada. Parece estar sobre um qualquer encantamento antigo que a mantém intacta dentro das suas paredes.

 

 

É ao som de Jimi Hendrix e Ray Charles que escrevo estas linhas, porque foram algumas das músicas que estas pessoas por detrás de um baixo e de uma guitarra decidiram tocar.

 

Tocaram para mim, para a minha amada companhia e para mais duas ou três pessoas que contemplavam o anoitecer de Marvão através de uma vista que só esta vila pode oferecer. Este post é um relato de uma experiência dentro de outra experiência única que está a acontecer no Natural Bar. O homem por detrás do baixo é o dono deste bar.

 

IMG_1531.JPG

 

Marvão está meia escondida por onde podemos aceder através de curvas, contra-curvas e sempre a subir! Arrisco-me a dizer que é a vila mais bonita que conheci.

 

IMG_1423.JPG

 

Estes belos dias em Marvão, com uma perninha por Castelo de Vide, vão terminar mas estou feliz. A pergunta que está na minha cabeça é "mas por que raio há tão pouca gente aqui?". Ao mesmo tempo penso "caraças, ainda bem! Para que é que eu quero mais gente aqui?".

 

IMG_1450.JPG

 

O branco da parede das casas rasteiras espalhadas por toda a aldeia; o verde das figueiras, castanheiros e arbustos bem aparados; cinzento da pedra em bruto; castanho da muralha em redor e do castelo bem lá no cimo.

 

IMG_1222.JPG

 

Das portas e janelas vem o resto da cor que desta forma faz com que haja sempre para onde olhar.

 

IMG_1417.JPG

 

Porque fica na zona de Portalegre, Alentejo, a comida que por aqui se faz é bem próxima daquela que eu conheço. Um caldo de cação aqui e umas migas de coentros acolá. A castanha, por exemplo, é um dos produtos utilizado na cozinha regional e, também porque estamos no meio da serra de S. Mamede, a caça faz parte da mesa dos habitantes desta região.

 

IMG_1424.JPG

 

Eu não falhei aos secretos de porco preto e a feijoada mas o que realmente me encheu as medidas foi a chamada carne de alguidar com migas de coentros. A carne de porco em vinha de alhos era tão fácil de cortar que até um garfo era suficiente para o fazer. Já a migas... bem, para mim as migas são sempre vencedoras quando mantêm a humidade mesmo com o crocante exterior da fritura do azeite. Um win-win.

 

IMG_1439.JPG

 

Para acompanhar as migas um vinho tinto – claro! – bom mas não espetacular (única avaliação que sei fazer visto que sou um excelente bebedor mas péssimo provador).

 

IMG_1441.JPG

 

IMG_1440.JPG

 

De resto, é apreciar a vista, ficar a ver o nascer e o pôr-do-sol, percorrer a muralha ao longo da vila (preparem-se e vão cheios de fôlego), é percorrer as ruelas vazias a meio da noite, é ficar sentado numa qualquer parede a beber a cerveja artesanal da zona (a Barona, que vamos falar sobre ela em breve) ou a comer várias baionas (bolo da região sobre o qual também vamos falar).

 

IMG_1351.JPG

  

Aqui está uma vila fotogénica. Têm o castelo, o museu, os jardins, a muralha, a praça, a olaria, o tribunal, a prisão ou a vista. Não há sítios escondidos, está tudo à mostra e é só procurar e estar atento aos pormenores. É verdade que Marvão é um sítio que se vê num dia mas será que a conseguimos perceber em tão pouco tempo?

 

IMG_1425.JPG

 

 

Bom, é uma questão de a visitarem!

 

IMG_1422.JPG (E esta é uma fotografia de Castelo de Vide porque também merece algum protagonismo)

 

Bom fim-de-semana, lagostins do arrozal!

 

Quando aproveitar comida resulta em almôndegas vegan

por Renato, em 06.09.17

Tomem lá uma ideia para o vosso almoço ou jantar com apenas 4 ingredientes: courgete, abóbora-manteiga, cebora e pão-ralado.

 

É uma ideia vegan mas vou pôr isso de parte.

 

A ideia principal aqui é o reaproveitamento que podem fazer com algumas coisas que têm na despensa ou no frigorifico.

 

Neste caso, duas courgetes e duas abóboras-mantega estavam a azucrinar-me a cabeça. A esta receita, eu só lhe juntei mais uma cebola e o pão-ralado.

 

Sou aquele tipo de pessoa que não vê qualquer tipo de saída imediata para legumes de forma geral. Ou melhor, é muito difícil perceber de que forma posso tornar aquilo em algo que goste de comer.

 

Com estes tentei fazer isto e até que não correu mal!

 

Cortei duas abóboras-manteiga e uma cebola.

Juntei-as no tabuleiro de ir ao forno e temperei com azeite, sal, pimenta e paprika (comprem paprika fumada que é qualquer coisa!).

É opcional mas podem também juntar umas ervas aromáticas, como tomilho, porque irá dar um bom impulso à vossa abóbora.

 

IMG_1523.JPG

 

Levei ao forno durante 30 minutos a 200 graus. Podem ligar a resistência e aumentar para os 250 graus para terem uma bela abóbora caramelizada.

Levei tudo ao processador e fui juntando pão ralado até obter a consistência certa para moldar.

Moldei em forma de almôndegas e agora há duas opções: (1) comem mesmo assim; (2) fritam em azeite ou levam ao forno.

 

IMG_1522.JPG

  

Agarrem a segunda opção, por favor!

 

De resto, eu espiralizei a courgete para servir de acompanhamento às almôndegas de abóbora-manteiga.

 

IMG_1525.JPG 

Podem também fatiá-la para grelhar com umas pedras de sal.

 

iPhone - Foto 2017-08-23 17_43_47.jpeg

 

Já perceberam que podem tomar vários caminhos nesta receita, não é?

 

Tenham uma boa semana!

 

www.instagram.com/patuscada_by_renato_reis

www.facebook.com/patuscadablog

www.patuscada.blogs.sapo.pt

 

 

 

No Alentejo, visita rápida vira festival gastronómico

por Renato, em 04.09.17

Depois desta pausa e passadas as férias, o regresso é feito cheio de energia e muito mais gordo.

 

De passagem por alguns sítios um deles foi, claro está, a terra dos meus pais: Pias.


Quando falamos de comer, é no Alentejo que me sinto melhor. Não admira que qualquer elemento da família que vem de uma estadia em Pias se queixe de uns quilos a mais.


Pois é lá onde se encontra sempre uma cabeça do pão para barrar manteiga; pois é lá onde se encontra sempre um chouriço para assar ou queijinho para picar; pois é lá onde se pode orientar sempre uma açorda para um almoço ou jantar de última hora.

 

iPhone - Foto 2017-08-25 11_29_32.jpeg

 

É também lá onde se encontra O Presunto. Não, não é uma marca e sim a melhor perna de porco salgada que se pode encontrar.


Proveniente de um porco de criação própria e para consumo próprio. Neste caso, o Nelson, marido da minha prima Daniela, numa suposta visita rápida para ver o bebé mais recente da família, mostrou-me este ouro que tinha em casa.

 

Este presunto veio de um porco que o pai dele criou para consumo familiar. O processo de salga é feito por entendedores na matéria que se prende com uma questão de racionalização de recursos, ou seja, aproveitam quem já tem os recursos necessários para o fazer.

 

iPhone - Foto 2017-08-25 11_36_13.jpeg

 

Desta forma, esta visita para conhecer o novo rebento virou um festival de gastronomia para cerca de 7 pessoas que, para além deste belo presunto, houve uma bela tomatada e carapaus assados.

 

Isto é Alentejo.

 

www.instagram.com/patuscada_by_renato_reis

www.facebook.com/patuscadablog

www.patuscada.blogs.sapo.pt

 

Quiche com o que há em casa

por Renato, em 22.05.17

 

iPhone - Foto 2017-05-15 18_21_00.jpeg

 

Para todos aqueles que estão em casa e não sabem o que fazer para os 2 ou 3 almoços da próxima semana. 

 

iPhone - Foto 2017-05-15 18_01_22.jpegiPhone - Foto 2017-05-15 18_13_35.jpeg

 

Eu não sou especialmente apologista de almoçar fora em contexto de restaurante durante a semana de trabalho. São várias as razões para levar almoço feito em casa: sei, efectivamente, o que estou a comer; compensa financeiramente; comer fora (diga-se em restaurantes) é coisa que gosto de fazer mas o meu almoço é demasiado solitário e rápido para fazê-lo desta forma e desperdiçar um momento que poderia ser prazeroso.

 

iPhone - Foto 2017-05-15 18_20_51.jpeg

 

Esta é uma opção que há que ter na manga. Atenção atletas: cheia de ovos!

 

A quiche com o que há em casa.

 

iPhone - Foto 2017-05-15 19_29_48.jpeg

 

Seis ovos, uma courgete laminada, um punhado de espinafres, queijo mozzarela e mais uns quantos tomates-cereja.

 

Com queijo fica mesmo muito bom!

 

iPhone - Foto 2017-05-15 20_01_39.jpeg

 

Boa semana para todos!

 

Vejam em

www.instagram.com/patuscada_by_renato_reis

www.facebook.com/patuscadablog

www.patuscada.blogs.sapo.pt

 

Kale é com “K” e é couve e não “kouve”

por Renato, em 13.04.17

iPhone - Foto 2017-04-13 17_20_09.jpeg

 

Sou do tempo dos Kapas.

 

Quem aí estiver desse tempo que apite.
 

Quem não adorava um bom Kapa? Um bom “komo”, um bom “kuando”, um bom “kem” ou um simples “K” em vez de “que”.

 

Tudo efémero. Um dia o “top” também vai sair de circulação, espero eu…

 

Kale é mesmo com “K” e é couve e não “kouve”.

 

Couve Kale. 

 

iPhone - Foto 2017-04-13 16_50_27.jpeg

 

Estas folhas de couve Kale foram cozinhadas no forno para ficarem crocantes. Só nós sabemos o quanto o crocante nos satisfaz.

 

Azeite, mel, sal e pimenta. Forno. 6 a 8 minutos, sem distracções, senão poderá ser tarde demais.

 

iPhone - Foto 2017-04-13 17_27_19.jpeg

 

Não se iludam, o sabor da couve está lá.


No topo de um risotto ou numa salada fica bem. De resto, podem cozer, saltear ou fazer sumos.

 

www.patuscada.blogs.sapo.pt

 

www.facebook.com/patuscadablog

 

www.instagram.com/patuscadablog

 

Não há massa mais fresca e biológica do que esta.

por Renato, em 11.04.17

 

Acelgas. As vermelhas são, claramente, as mais atraentes com o seu sangue vermelho bem vivo a correr pelas folhas.

 

iPhone - Foto 2017-04-10 18_47_39.jpeg

 

Para além da acelga vermelha, há para outros gostos: a verde para os mais tradicionais; a amarela para quem gosta de um bom bronze.

 

Tem folha larga e um caule com textura e consistência parecida ao aipo.

 

iPhone - Foto 2017-04-10 18_43_02.jpeg

 

Estas acelgas vieram da Quinta do Arneiro. Podia salteá-las ou fazer um arroz de acelgas. 

 

Terá sido a melhor opção fazer uns canelones de acelgas? Bem, hoje foi a solução.

 

iPhone - Foto 2017-04-10 18_32_44.jpeg

 

Feito o molho bechamel (manteiga, farinha e leite; sal, pimenta e noz-moscada) pronta a carne de peru picada, tratei de rechear as acelgas sem os caules - esses ficam para outra altura.

 

iPhone - Foto 2017-04-10 18_46_38.jpeg

iPhone - Foto 2017-04-10 18_47_00.jpeg

iPhone - Foto 2017-04-10 18_48_57.jpeg

 

Depois de juntar tudo no tabuleiro de ir ao forno, deitei o bechamel por cima e o queijo ralado.

 

iPhone - Foto 2017-04-10 18_56_43.jpeg

iPhone - Foto 2017-04-10 18_59_47.jpeg

 

Vai ao forno 180º durante uns 30 minutos.

 

iPhone - Foto 2017-04-10 19_38_49.jpeg

 

Arranjem rúcula biológica e juntem mesmo assim, a cru, por cima destes canelones.

 

O picante final da rúcula deu um casamento perfeito.

 

iPhone - Foto 2017-04-10 20_03_41.jpeg

 

Uma visita à Quinta do Arneiro.

por Renato, em 10.04.17

 

iPhone - Foto 2017-04-09 14_06_28.jpeg

 

Dez horas da manhã e sem grandes planos, fomos para a zona oeste. Dia solarengo com um vento estranho que, aparentemente, pedia um casaco. Acabámos por perceber que não, aliás, se não fosse o vento, o protector solar factor 50+ não ia chegar.

 

Assim, este tinha de ser um dia para passear e aquela zona tem sítios perfeitos para isso.

 

Lembrámo-nos da Quinta do Arneiro, que eu já conhecia pelos cabazes. Sabia que tinham um restaurante com uma promessa 100% biológica e ali estavam todos os factores que o dia assim pedia.

 

Na zona da Azueira, Mafra, encontrámos uma entrada discreta onde a paisagem de árvores de pêra rocha em flor era prometedora.

 

Não reservámos mesa no restaurante mas fomos cedo, o que possibilitou ter mesa para as 12h30. Informaram-nos que estavam cheios e isso confirmou-se,  desde que nos sentámos até que saímos chegaram mais e mais pessoas. Portanto, façam reserva.

 

iPhone - Foto 2017-04-09 11_19_34.jpeg

 

No entretanto, fomos passear à quinta.

 

iPhone - Foto 2017-04-09 11_19_16.jpeg

 

Não estava a dar para parar de tirar fotografias. O meu telemóvel já estava a pedir-me para gerir a memória nas definições e eu geri a situação muito bem ao tirar mais ainda.

 

Houve ali um sentimento possessivo, de pertença, em relação àquilo tudo. Quem não tem um “sonho de menino” igual ao do Tony por concretizar. 

 

iPhone - Foto 2017-04-09 11_50_06.jpeg

 

Desde o sítio das ervas aromáticas, passando pelas estufas e pela imagem épica da couve-roxa por colher, até à paisagem de árvores de pêra rocha em flor de perder de vista, cenários idílicos e com demasiados pormenores a reter para uma curta visita. Tivemos a sorte de apanhar a Luísa - a raíz mais enraizada da quinta que impulsionou este projecto da Quinta do Arneiro - que convidou-nos a acompanhá-la numa visita às estufas; tivemos o azar de ter de sair antes para apanhar a mesa reservada. 

 

iPhone - Foto 2017-04-09 11_58_51.jpeg

 

iPhone - Foto 2017-04-09 11_27_57.jpeg

 

iPhone - Foto 2017-04-09 11_59_03.jpeg

 

No restaurante, estamos diante de uma decoração tosca, limpa e minimalista. Seja lá o que isto for, é como adjectivo a experiência. 

 

iPhone - Foto 2017-04-09 11_09_16.jpegiPhone - Foto 2017-04-09 12_31_13.jpeg

iPhone - Foto 2017-04-09 12_37_13.jpeg

 

Havia à escolha um menú de carne e um menú vegetariano, onde o prato principal diferia. Nestes menús,  quatro coisas deixaram-me pasmado.

 

iPhone - Foto 2017-04-09 12_39_34.jpeg

 

Em primeiro lugar, aquele tofu fumado é um grande “turn" daquele cardo-verde cheio de sabor.

 

iPhone - Foto 2017-04-09 12_48_35.jpeg

 

Depois desta surpresa, a acompanhar as pataniscas de acelgas havia uma salada de couve-flor, rábano, maçã e passas em que os sabores faziam sentido e, acima de tudo, faziam com que qualquer não apreciador de passas, ficasse a gostar de passas (palmas!).

 

iPhone - Foto 2017-04-09 12_59_49.jpeg

 

De seguida, havia um sublime alho-francês grelhado no prato de vitela assada que nos faz pensar que há muito mais vida para lá do hipermercado.

 

iPhone - Foto 2017-04-09 13_15_01.jpeg

 

Por fim, aquele arroz-doce cremoso com leite de côco é realmente cremoso e, acredito, talvez com menos açúcar do que o tradicional; havia algo naquele arroz que nos intrigou, algo verde que tivemos de perguntar o que era; era banana com espinafres e acreditem… resulta! Eu quero ir a mais casamentos como este!

 

iPhone - Foto 2017-04-09 13_34_18.jpeg

 

Após este almoço, nada melhor que visitar a mercearia biológica que fica mesmo ali ao lado do restaurante.

 

iPhone - Foto 2017-04-09 12_37_09.jpeg

 

iPhone - Foto 2017-04-09 11_13_04.jpeg

iPhone - Foto 2017-04-09 11_12_59.jpeg

 

Ali, depois de provar, o próximo passo é comprar e fazer em casa. Comigo resultou nisto:

 

iPhone - Foto 2017-04-09 16_12_54.jpeg

 

Acelgas, rúcula, espinafres da Nova Zelândia, batatas-doces e couve Kale. Esta semana vou experimentar.

 

Isto é uma experiência a repetir e que aconselho; o envolvimento dos que ali estão é visível. A simpatia também!

 

Visitem e levem as crianças. Faz todo o sentido (e há uma casa à medida dos mais pequenos para brincar, vão descobrir onde!).

 

Muitos produtos biológicos para todos!

 

p.s.: eu sou fã de rúcula e peço-vos que comprem rúcula biológica para provar. Peço-vos, por favor! Se não gostarem devolvo o dinheiro (só que não).

 

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D

Favoritos