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Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

O flagelo de não haver pão em casa

por Renato, em 25.09.17

Caraças! Num tranquilo Domingo dei por mim sem pão para Segunda-feira e nem paciência para sair em busca do pão que me estava a apetecer.

 

Não sei como é que vocês classificam situações idênticas mas eu considero isto um desastre ou até mesmo uma pequena tragédia doméstica.

 

Gabo a paciência a alguém que tem o desplante de dizer: “A partir de hoje não como pão!”

 

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Ai o glúten, ai as farinha de trigo, ai este pão onde eu gosto de pôr manteiga e comer, comer, comer!

 

Meninos, um bom conselho: vejam o episódio 3 da série Cooked, na Netflix.

(Disclaimer: atenção que, com muita pena minha, o pão que vou fazer hoje não segue a tradição de fazer pão como fala este episódio)

 

IMG-1758.JPG

 

A minha avó tinha um forno no Alentejo. Primeiramente, produzia o pão e depois começou utilizar o forno para cozer o pão que as pessoas da aldeia traziam para consumo nas suas próprias casas.

 

Uma das coisas que me dizem ser importante é o fermento: parte da massa do dia que se guardava para o próximo. Essa é a razão para o pão durar mais tempo  comparativamente àqueles que temos hoje em dia. Há quem diga que pão a sério é pão que, após dias e dias de espera, fica duro e ainda assim dá para fazer dele açorda ou migas. Este pão não cria bolor facilmente. Reparem nos que compram e digam-me qual é o pão que não fica com bolor após 4/5 dias.

 

A farinha também importa, claro. A farinha que encontramos nos hiper-mercados está longe da ideal. A farinha refinada diz muito sobre o pão e diz muito sobre o glúten do pão (o maior bode expiatório das dietas de hoje em dia). Excepto os celíacos, não compreendo esta tendência.

 

Ouvi falar de uma produtora de pão chamada Gleba, num programa da Prova Oral da Antena 3, há cerca de 2 meses. O responsável é o Diogo Amorim que tem um moinho, vejam só! O trigo é moído por ele e a produção é à antiga. A Gleba fica em Alcântara e estou para fazer uma visita desde que soube da sua existência.

 

Espero estar para breve.

 

Mas indo directo ao assunto, meio envergonhado com a receita que vou aqui colocar depois desta ode à tradição, cá vai:

 

IMG-1781.JPG

 

Vão precisar de 350g de água, 275g de farinha T65 e 275g de farinha integral, 20g fermento padeiro e sal.

Comecem por aquecer 50g do total da água e juntar o fermento.

Juntem as farinhas e 1 colher de chá de sal, abram um buraco no meio da mistura e deitem as 300g + 50g de água com fermento.

Sujem as mãos e misturem tudo.

Deixem fermentar durante, pelo menos, 1 hora.

 

IMG-1780.JPG

 

À semelhança da focaccia, podem “rechear” o vosso pão com o que bem entenderem. Se quiserem até com chouriço!

 

IMG-1779.JPG

 

Eu acabei por fazer pão doce, com ameixas e alperces secos; e pão com sementes e amendoins.

 

Não deixem que o pão acabe em vossa casa. Esse flagelo é de evitar de todo!

 

IMG-1778.JPG

 

Boa semana! 

 

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