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Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

De Londres para Portugal com muito (mas mesmo muito) amor

por Renato, em 01.03.15

Começo por vos dizer que foi uma viagem curta demais. Apesar de ter ficado 3 dias a dormir em casa de amigos que residem numa cidade chamada Stevenage, dois dias foram passados em Londres e um dia em Cambridge.

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Tanto num sítio como noutro, não estava à espera de ver coisas que me enriquecessem gastronomicamente, no entanto, não sei se por estar demasiadamente focado em comida, encontro sempre qualquer coisa que me faz dizer "Até me habituava bem a isto.".

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Londres: cidade compacta e movimentada q.b. onde, a pé, se vão virando esquinas e encontrando coisas que nos fazem ficar a olhar para cima e para baixo de beiços caídos. Quando pensava que era hora para descansar e parar num dos muitos Starbucks, Costa Café ou Pret a Manget, Londres punha à frente dos meus olhos cada pedaço da sua história de monarquia e não só. Há demasiado para ver, mas em Londres o Metro é amigo e coloca-nos em cada sítio que pretendemos visitar. Há uma Camden Town que não vos sei descrever porque tem que ser experimentada; há uma Portobello Road com o seu mercado de bancas cheias de bugigangas, livros e máquinas fotográficas antigas - barato(a)s! -, e bancas com todas e mais algumas espécies de cogumelos.

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Em Londres há uma Chinatown cheia de cor e animada também talvez pela minha visita coincidir com o início do novo ano Chinês; assim como também há  por todo o lado uma mistura de cheiros a waffles de chocolate, hambúrgueres, batatas fritas ou café, sendo algo difícil decidir o que se quer comer em momento de buraco no estômago.

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Obviamente que, como bom londrino que estava a tentar ser, um dos dias fomos a um dos muitos Wasabi buscar Sushi e Caril verde com Noodles para comer num qualquer jardim ali perto… Eles têm esta prática e eu habituava-me bem a isso também.

Ainda em Londres, em plena Piccadilly Circus, fomos à movimentada St. James Tavern onde me alambazei com um bom prato de Fish n' Chips e uma grande, mas mesmo grande, Guinness.

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À minha volta, havia pessoas a comer mais fish n' chips, burritos e outras coisas acompanhadas de ervilhas e batatas fritas. Apesar da Inglaterra até ter alguns pratos típicos, nota-se uma grande influência mexicana ou indiana em alguns pratos que vão apresentando. A verdade é que, num sítio como este, não há cá desculpas para esquisitinhos: encontram comida japonesa, mexicana, asiática, indiana e até Portuguesa num sítio chamado Nando's que pertence a um suposto Português e que vende frango no churrasco à moda daqui. Restaurantes Nando's e restaurantes com outras influências encontram-se multiplicados por 3 em cada rua por onde de passa e onde se pode comer bem com 10 a 15 libras por pessoa.

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Uma última nota relacionada com Cambridge, por onde também passei um dia e onde descobri algo que não conhecia. First things first: a cidade de Cambridge é ligeiramente diferente de Londres, valendo igualmente a visita. Cidade universitária com muita gente jovem a tentar fazer pela vida e juntar dinheiro ao andarem pela rua a oferecer visitas guiadas por Cambridge através de pequenos barcos que vão passando pelos campus de cada uma das universidades - punting; cidade menos movimentada que Londres e com casas habitacionais - daquelas que estão a imaginar e que eu só sei descrever como casas rasas, com o máximo de 2 andares, em tijolo e quase sempre de tom castanho - que afinal são escolas. Foi, então, em Cambridge que descobri o Fudge que me foi apresentado às fatias e em vários sabores: dois deles, chocolate e manteiga de amendoim. Para quem gosta de doce - mas botem doce nisto – vai gostar do Fudge; quem se autodenomina de "guloso" é possível que uma dentada saiba a pouco, dado que é coisa para se derreter na boca assim que cá entra.

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A receite que hoje aqui público é uma receita de Fish n' Chips por 2 razões: (1) porque o Fish n' Chips que comi na St. James Tavern era, necessariamente, uma coisa que tinha que repetir; (2) tenho uma ligação sentimental e emocional com peixe frito com arroz de tomate por causa das minhas idas ao Alentejo visitar os meus avós. Assim sendo, aqui vai aquilo que foi o jantar de Sábado à noite...

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Puré de Ervilhas

Cozi ervilhas com 2 pés de salsa e raspa de limão; escorri tudo e coloquei as ervilhas no copo da varinha mágica; juntei 30 g de manteiga; juntei leite (mas não muito!); sal, pimenta e noz-moscada; triturei tudo e fui pondo mais leite de acordo com a consistência de puré que queria.

Batatas Fritas

Nada que saber, eu fiz com batata-doce e fritei 2 vezes para ficarem mais estaladiças.

Peixe Frito

Seis medalhões de pescada temperados com sal e pimenta; passei-os por farinha, passei pelo ovo e passei novamente por farinha onde juntei também salsa picada; fritei em azeite.

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Tal como Fish n’ Chips, também Inglaterra é sítio para repetir, não por querer comer mais, mas porque parece haver sempre qualquer coisa para ver ou para fazer de forma repetida. Enquanto isso não acontece, contentemo-nos por outras vias.

Bom Domingo!

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