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Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Chocolate, a quanto obrigas?

por Renato, em 04.02.17

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Confesso, desde já, que não sou um adepto fervoroso de chocolate.

 

Gosto.

 

Ao longo do tempo fui consultando altos experts na arte de degustação de chocolate (tipo a minha cara-metade, que não resiste a uma mousse de chocolate; aliás, se o empregado de mesa informar cerca de cento e vinte e sete sobremesas diferentes, eu já sei que ela só ouviu uma) de modo a perceber qual a razão de tal fixação.

 

Sim, de facto consigo comer, bem devagar, uma tablete de chocolate de leite e avelãs sozinho e, percebo que há uns chocolates com sabor menos amanteigado em relação a outros mas, fora isso, acho normal e gosto.

 

Nas minhas sondagens consigo perceber que, a obstinação de determinadas pessoas pelo chocolate está a um nível meta-físico a dar para o abstratosférico. Uns dizem que alivia dores, outros dizem que causa uma sensação de bem-estar e, também há aqueles que dizem que têm de comer chocolate só porque sim, sem critério.

 

Da minha parte, eu sinto culpa quando como chocolate. Será um pensamento não-digno para algo como o chocolate? Dado que quando o como é à bruta, não.

 

Foi então que pensei: talvez tenha de saber realmente trabalhar o chocolate para o saber apreciar.

 

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É justo para comigo mesmo e foi essa a razão que me fez ir a este workshop de chocolate do Kiss The Cook, no LX Factory.

 

A proposta era fazer uma tablete de chocolate, trufas e bombons, algo que ia correndo alguns processos desta coisa mais ou menos complexa que é trabalhar chocolate.

 

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Há uma regra de ouro importante: trabalhar chocolate tem de acontecer a uma temperatura baixa. Ali estava eu, num antigo armazém agora transformado, e muito bem, em cozinha, com as mangas arregaçadas, um frio danado mas pronto a trabalhar. 

 

Foi assim que aconteceu. É tudo bastante simples de fazer com algumas regras que podem ditar um bom ou mau resultado. A temperatura ambiente, como já tinha falado; a temperatura do lume; o controlo da humidade e da água que entra em contacto com o chocolate, principalmente quando se está a pré-cristalizar/temperar (ou seja, nada disso pode estar em contacto com o chocolate, só ele e ele próprio).

 

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Posto isto, começámos por fazer a ganache para as trufas que é bastante simples respeitando as regras acima. Natas e chocolate. Frigorífico e aguardar. 

 

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Depois do frio foi só fazer a forma das trufas e passar por cacau. Fácil.

 

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Depois aprendemos como fazer a parte crocante do chocolate. Golden syrup, açúcar e bicabornato de sódio. Lembrei-me que é algo que costumo fazer para completar as minhas pipocas doces.

 

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Para os bombons, só vou dizer-vos que já sei fazer bounty caseiro, ahah!

 

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O difícil é mesmo pré-cristalizar o chocolate, principalmente não tendo um termómetro. Para tal, tem de se respeitar o chocolate e trabalhar à temperatura devida, variando do chocolate branco, de leite e negro.

 

Aqui, pareceu fácil fazê-lo. Sem termómetro, penso que será uma questão de jogar pelo seguro e ter o bom-senso de não ter o lume no nível 300.

 

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De uma forma global, foi óptimo! Uma manhã de sábado bem passada com dois formadores impecáveis.

 

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Com base nisto, prometo trazer o chocolate à baila novamente. Será para breve.

 

Subscrevam a newsletter do Kiss the Cook para receberem notícias sobre os workshops, vale a pena.

 

E têm actividades de team building.

 

Até mais e muito chocolate para vocês!

 

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