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Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Atenção: vou fazer revelações bem estranhas abaixo.

por Renato, em 17.12.16

Ao retroceder 10 a 15 anos, lembro-me de mim deitado no sofá a fazer um valente zapping já na televisão por cabo. A minha memória costuma ser jeitosa para estas coisas e quase que juro a pés juntos que quando chegava aos canais de música passava pelo Sol Música, pela MTV, pelo MCM e pela VH1. A Sol Música dava uma brasileiradas e julgo que seria o canal que passava mais música portuguesa; a MTV era um canal cheio de Destity’s Child, Santana, Missy Elliott – com muito mais peso em cima! - ou Blink-182, sendo que lá pelo meio iam passando uns Goo Goo Dolls (<3) , uns Queens of the stone age (<3) ou uns Deftones (<3); MCM eram tsunamis de música francesa e a Celine Dion; a VH1 safava-se muito bem com uns REM, uns Elton Johns ou até uma Nickelback (OLH’A PEDRA!). Tudo isto foi ouro e tudo isto me construiu, incluindo os Nellys ou os Seans Pauls da altura. A minha irmã, 10 anos mais velha, tinha na nossa casa uma coleção de CDs que eu também ouvia: uns The Coors aqui, uns HIM ali, uns Incubus acolá. Entretanto, outras influencias fizeram-me gostar de uns System of a Down ou uns Limp Bizkit. Depois disto tive uma rasta e gostos musicais a condizer com ela (mas vamos ficar por aqui neste capítulo).

Com isto tudo, passava boas horas com phones nos ouvidos a olhar para a parede, passava tardes a estudar em simultâneo em que ouvia umas malhas (eu disse “malhas”?) – bem... isto até aos 20 anos que depois disso só conseguia estudar ao som da Oceano Pacífico (embrulhem!) -, passava horas com os olhos fechados a imaginar ser um vocalista ou um guitarrista da banda que estava a ouvir – auto-avaliação: Canto= 0 e tenho testemunhas; caminhos trilhados na direção de ser um guitarrista moderado igual a cerca de zero (shame!).

Passando à frente, será que a música salva? Eu ouvi a Inês Meneses da Radar a dizê-lo e fez sentido para mim. Ok, ok impeçam lá alguém de saltar de um penhasco com a Nelly Furtado a cantar a “Força”... Não é assim que funciona acho eu, mas podemos tentar. Quem não arrebita estados de espírito a trautear uma cançãozinha? Quem já não tornou viagens de 3 horas em 1 hora por ir a ouvir a sua playlist do Spotify “Viajando sozinho de comboio”? Bem, há uma situação em que a música não salva: quando passam a estrada com os phones nos ouvidos! Fica a dica, amigões.

Na minha cozinha, ao contrário de outras ocasiões, nem sempre oiço música, talvez por aproveitar aquele tempo de para fazer uma introspecçãozinha. Já quando oiço, tem de ser “música de cortar cebolas” que tem um ritmo específico que é qualquer coisa do género “tac, tac, tactactac, tac...”, vocês percebem! Ritmo perfeito para tal é qualquer coisa que venha daquela região já um pouco longínqua chamada Smashing Pumpkins. Banda tal que me rasgava todo com tais rasganços melódicos (o quer que seja que isto queira dizer) e com todas aquelas oscilações de humor de Billy Corgan que consigo conotar aos ritmos da cozinha. Mas enfim, estou assim tão sentimental porque esta foi a banda que, em loop, mais imaginei ser de olhos fechados e phones nos ouvidos. Como a vida não dá voltas, hein?

Em contrapartida - reparem nesta genialidade de ponte - vou homenagiá-los hoje aqui com uma receita de abóbora. Ideia incrível e nada previsível! Incrível!

Ora cá vai:

 

Toca a aquecer o forno!

Toca a cortar a abóbora em fatias finas mas cuidadosamente que estamos aqui a fazer uma homenagem aos Smashing Pumpkins.

 

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Besuntem-nas de azeite de ambos os lados.

 

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Toca a fazer uma épica mistura de queijo parmesão ralado, salsa, limão, alho, pão ralado sal e pimenta.

A quantidade de mistura suficiente para conseguir cobrir os dois lados da fatias.

 

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Deixem no forno os 30 minutos ou até verem que a abóbora já estiver assada.

 

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Quando as tirarem juntem-lhe aquela coisa que compram em qualquer hipermercado chamado crême fraiche ou natas frescas. Epá sim, façam isso se faz favor.

Sendo realista, eu não fico bem só com uma abóbora no forno.

Assim, recheei uns peitos de frangos com fiambre e queijo de cabra que também foram ao forno.

 

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Até mais!

 

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