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Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

31 de Janeiro de 2017 (um balanço de 2017 por pontos)

por Renato, em 31.12.16

Este ano está a terminar e o Sr. 2018 já está numa ânsia danada para entrar. Parece que foi ontem que eu e minha excelentíssima cara metade estávamos no meio de bons amigos a fazer a contagem decrescente para 2017. Incrível! A rapidez com que passa o tempo. 

 

Por essa altura estávamos a delinear os objectivos para este ano que já passou. Ora vejamos em revista:

 

I. Dos 12 livros que eu queria ler este ano... bem... consegui! Tive apenas de lhe dar forte nestes últimos meses pois não queria terminar o ano ser ter lido a autobiografia do Bruno Carvalho e o novo livro arquitecto Saraiva, “As confissões do meu tetravó sobre as enfermeiras da I Guerra Mundial”, assim como o livro de cartoons do Nuno Espírito Santo, "Jogar à Porto".

 

II. Aquela minha convicção de vir a conseguir passar apenas 30 minutos por dia no Facebook passou completamente ao lado. 

 

III. Já o a minha premonição de vir a enriquecer devido à quantidade de cocós que pisei nos últimos dias de 2016... Bem... Isso deve ter sido uma ideia vinda de um tipo que teve uma sorte daquelas de 1 em 1 milhão (já agora, desejo que esse sujeito tenha ficado suterrado em m**** e que só depois disso tenha gozado o seu dinheiro em pleno)

 

IV. Impressionante, impressionante é aquele meu objectivo de vir a ter ligar cada vez mais aos amigos: fico sempre com a sensação que poderia ter dado mais, mas ainda bem porque significa que ainda há mais para dar (ui, esta foi sacada do meu âmago, onde encontrei o Padre Tolentino Mendonça que me deu esta dica).

 

Agora restamos esperar pelo que ai vem em 2018. Penso que irá correr bem, dadas as excelentes iniciativas vindas deste ano 2017 que está a terminar:

 

I. A obrigatoriedade de todos os carros terem um aplicativo cumprido e redondo no assento do condutor que vai direitinho à cavidade anal cada vez que se buzina. Ah, mais silêncio nas cidades. Gosto.

 

II. Aquele decreto-lei que saiu e que determinada uma data inicio e uma data fim para dar um “Feliz Natal e um Próspero Ano Novo”, que já ninguém se entendia.

 

III. A alteração do toque das ambulâncias em marcha de emergência para “As baleias” de Roberto Carlos. Se é para chorar, pelo menos que seja a sério.

 

IV. O IKEA ter tomado posse de todas as autarquias foi algo excelente! Desde as eleições autárquicas todos os portugueses, sem exceção, têm um saco de vácuo para guardar o edredon de Inverno, assim como uma jigajoga desmontável para pendurar na despensa e guardar todos os sacos de plástico.

 

V. Outra coisa que gostei foi a pequena mudança nos programas de comentário de futebol às Segundas-feiras. Isto de dedicarem 1 das 3 horas de comentário ao lifestyle é formidável. Assim podemos acompanhar as mudanças de visual neste mundo cheinho de estímulos vindos, principalmente, do salão de cabeleireiro.

 

Isto é o que eu destaco enquanto boas medidas tomadas em 2017. Era difícil de superar 2016 e a quase canonização de Éder, mas acho estivemos bem.

 

Como os fins de ano são sempre brindados com aqueles petiscos meio coquetes com fruta ou vegetal a fazer de copo, eu não pude fugir muito disso. Este é o meu brinde para vocês:

 

Duas abóboras manteiga cortadas em metades. Uns cortes para que assem mais rapidamente (reparem: isto foi uma entrada e o prato principal despachou-se mais rápido, portanto, ponham a abóbora no forno com uma boa hora de antecedência)

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Temperem logo com sal, pimenta e azeite.

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Não tem nada que saber: 2 metades com queijo mozzarela e 2 metas com queijo de cabra com mel.

(Não coloquei sal no queijo de cabra porque já era um queijo bastante salgado mas que fica bem com o doce da abóbora). No meu caso, coloquei oregãos no queijo mozzarela e alecrim seco no queijo de cabra.

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Forno. Tal como já vos disse, durante uma boa hora. Aqui está!  Boa entrada para 6 a 8 pessoas.

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BOM ANO!

 

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"A minha roupa velha" ou "Hoje é Domingo e amanhã é Segunda-feira que é como quem diz: dia de trabalho"

por Renato, em 25.12.16

Olá meus póneis de pelúcia vermelho concha,

 

Não venho ser o Grinch do Natal deste ano, podem ler até ao fim.

Espero que o vosso Natal tenha sido bem encalorado e juntinho da maravilha que são aqueles tios muitaaaa chato-fofos quando embriagados e impecáveis quando sóbrios.

O meu foi agradável. Ontem estava a chegar a Pias, Alentejo e hoje já estou no Barreiro. Enfim, amanhã é dia de trabalho não é, meus preguiçosos com cara de segunda-feira?

 

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Sabem aquelas mesas super bem postas, com os pratos todos em concordância e com os respectivos membros da família a respeitarem os tempos da sagrada refeição? Bem, esta não é nada disso. Até porque para alguns a ceia já tinha começado pelas 10 da manhã.

 

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(A fotografia foi propositadamente a preto e braco para disfarçar a heterogeneidade e salientar a beleza envolvente. Estas últimas palavras foram um misto de falsa humildade e resignação para ficarmos por aqui no que diz respeito à mesa. Fim!)

 

De resto, o dia da véspera e o dia de Natal foram passados como tinham de ser, isto é, a fazer o que cada um lhe der na real gana. Os meus foram essencialmente a comer, a dar umas voltas e a ler.

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(Leiam, ler faz bem. Este livro é bonito. Obrigado, Valter.)

 

Agora, amanhã é dia de trabalho e eu já me exilei do sítio da comida. Apesar de tudo, sobrou um bocado de bolo rainha que trouxe comigo e decidi fazer uma das coisas que mais gosto. Assim mesmo á confiança, torrei as fatias do bolo e besuntei-as com manteiga. Não há emenda.

 

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Agora, fiquem bem que eu vou apanhar o vinho do chão pois acabei de deixar cair o copo de vinho a fazer uma coisa aparetemente simples que foi pegar no copo.

Vocês são lindos. Até para a semana!

O Natal com West-Trump

por Renato, em 24.12.16

De certezinha que aquele encontro entre Kanye West e Donald Trump teve o objectivo de planear a ceia natalícia. Eu percebi isso pela face desobstinada do Kanye à saída, como quem diz "daqui vou mandar desossar a perna de peru". O encontro aconteceu para decidir quem cozinharia o quê e ouvi dizer que quando chegou à parte da filha vegan do Donald, este disse "sou alérgico a vegans e estou a pensar deportá-los aos poucos e por ordem: primeiro os mais puros, depois os que não comem ovos, depois os que comem ovos e por fim aqueles que dizem que são vegetarianos porque só comem peixe.". 

Sei que, antes de decidirem quem iria fazer o quê, Donald Trump pediu um orçamento ao seu cunhado Celso, futuro chefe do tesouro norte americano, que está habituado a comprar grandes quantidades de frutos secos em promoção e por isso está capacitado para gerir o orçamento familiar e, consequentemente, a dívida pública. O Celso deu o aval e foram às compras.

O Kanye estava preocupado e com medo de dizer ao Donald que, tal como a sua filha, também ele tem feito uma incursão na cozinha vegan de modo a melhorar o seu temperamento, algo que tem resultado; de qualquer forma, meio acabrunhado, disse-o e ficou à espera de resposta. Donald ficou pensativo e a tentar perceber o que faria alguém negar os prazeres da carne. Será que a Kim lhe chega? Fugindo ao assunto, Donald respondeu “Tudo menos comida chinesa, Kanye!”. Para sua grande surpresa, no regresso a casa, o Donald ensinou-lhe uma receita de bolachas de maçã e canela sem ovo:

 

"Juntas 2 chávenas de farinha, 2 colheres de sopa de canela, o 1 chávena de açúcar mascavado e 2 colheres de café de fermento numa taça.” 

“Ralas duas maçãs e juntas também 1/2 chávena de azeite e 1/2 chávena de leite de soja”

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“Vais provando e acrescentas canela a gosto."

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“Colocas no forno e deixas e agora é uma questão ires dando um olho.”

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“Entretanto, vem aqui comigo que vamos ao YouTube ver um vídeo que eu achei engraçadíssimo!"

 

 

Originalmente em http://www.patuscada.blogs.sapo.pt

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Atenção: vou fazer revelações bem estranhas abaixo.

por Renato, em 17.12.16

Ao retroceder 10 a 15 anos, lembro-me de mim deitado no sofá a fazer um valente zapping já na televisão por cabo. A minha memória costuma ser jeitosa para estas coisas e quase que juro a pés juntos que quando chegava aos canais de música passava pelo Sol Música, pela MTV, pelo MCM e pela VH1. A Sol Música dava uma brasileiradas e julgo que seria o canal que passava mais música portuguesa; a MTV era um canal cheio de Destity’s Child, Santana, Missy Elliott – com muito mais peso em cima! - ou Blink-182, sendo que lá pelo meio iam passando uns Goo Goo Dolls (<3) , uns Queens of the stone age (<3) ou uns Deftones (<3); MCM eram tsunamis de música francesa e a Celine Dion; a VH1 safava-se muito bem com uns REM, uns Elton Johns ou até uma Nickelback (OLH’A PEDRA!). Tudo isto foi ouro e tudo isto me construiu, incluindo os Nellys ou os Seans Pauls da altura. A minha irmã, 10 anos mais velha, tinha na nossa casa uma coleção de CDs que eu também ouvia: uns The Coors aqui, uns HIM ali, uns Incubus acolá. Entretanto, outras influencias fizeram-me gostar de uns System of a Down ou uns Limp Bizkit. Depois disto tive uma rasta e gostos musicais a condizer com ela (mas vamos ficar por aqui neste capítulo).

Com isto tudo, passava boas horas com phones nos ouvidos a olhar para a parede, passava tardes a estudar em simultâneo em que ouvia umas malhas (eu disse “malhas”?) – bem... isto até aos 20 anos que depois disso só conseguia estudar ao som da Oceano Pacífico (embrulhem!) -, passava horas com os olhos fechados a imaginar ser um vocalista ou um guitarrista da banda que estava a ouvir – auto-avaliação: Canto= 0 e tenho testemunhas; caminhos trilhados na direção de ser um guitarrista moderado igual a cerca de zero (shame!).

Passando à frente, será que a música salva? Eu ouvi a Inês Meneses da Radar a dizê-lo e fez sentido para mim. Ok, ok impeçam lá alguém de saltar de um penhasco com a Nelly Furtado a cantar a “Força”... Não é assim que funciona acho eu, mas podemos tentar. Quem não arrebita estados de espírito a trautear uma cançãozinha? Quem já não tornou viagens de 3 horas em 1 hora por ir a ouvir a sua playlist do Spotify “Viajando sozinho de comboio”? Bem, há uma situação em que a música não salva: quando passam a estrada com os phones nos ouvidos! Fica a dica, amigões.

Na minha cozinha, ao contrário de outras ocasiões, nem sempre oiço música, talvez por aproveitar aquele tempo de para fazer uma introspecçãozinha. Já quando oiço, tem de ser “música de cortar cebolas” que tem um ritmo específico que é qualquer coisa do género “tac, tac, tactactac, tac...”, vocês percebem! Ritmo perfeito para tal é qualquer coisa que venha daquela região já um pouco longínqua chamada Smashing Pumpkins. Banda tal que me rasgava todo com tais rasganços melódicos (o quer que seja que isto queira dizer) e com todas aquelas oscilações de humor de Billy Corgan que consigo conotar aos ritmos da cozinha. Mas enfim, estou assim tão sentimental porque esta foi a banda que, em loop, mais imaginei ser de olhos fechados e phones nos ouvidos. Como a vida não dá voltas, hein?

Em contrapartida - reparem nesta genialidade de ponte - vou homenagiá-los hoje aqui com uma receita de abóbora. Ideia incrível e nada previsível! Incrível!

Ora cá vai:

 

Toca a aquecer o forno!

Toca a cortar a abóbora em fatias finas mas cuidadosamente que estamos aqui a fazer uma homenagem aos Smashing Pumpkins.

 

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Besuntem-nas de azeite de ambos os lados.

 

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Toca a fazer uma épica mistura de queijo parmesão ralado, salsa, limão, alho, pão ralado sal e pimenta.

A quantidade de mistura suficiente para conseguir cobrir os dois lados da fatias.

 

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Deixem no forno os 30 minutos ou até verem que a abóbora já estiver assada.

 

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Quando as tirarem juntem-lhe aquela coisa que compram em qualquer hipermercado chamado crême fraiche ou natas frescas. Epá sim, façam isso se faz favor.

Sendo realista, eu não fico bem só com uma abóbora no forno.

Assim, recheei uns peitos de frangos com fiambre e queijo de cabra que também foram ao forno.

 

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Até mais!

 

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#1 Previsão do tempo para o próximo fim-de-semana

por Renato, em 12.12.16

No próximo fim-de-semana vai ser sobre isto e sobre a música que salva.

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Nota: reparem nas excelentes skills de tirar uma selfie com o pé enquanto cozinho.


Até lá!

 

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Grão com Bacalhau e Picanha com Feijão Preto (Só que não.)

por Renato, em 11.12.16

O que havia cá em casa era grão e feijão preto em lata. O que é que eu ia fazer? Inventar? Poderia ter feito um grão com bacalhau – mas tinha de ir comprar o bacalhau! – ou poderia ter ido comprar picanha e juntava-lhe o feijão preto – mas tinha de ir comprar a picanha! Nada disso. Fiz algo que, se contasse à minha mãe, ela diria em tom de voz baixinho e a agarrar-me na mão com piedade: “Filho, cuidado com o que andas a comer...”, como se andasse a injetar alguma coisa na veia.

 

Assim sendo, juntei e esmaguei o grão com o feijão preto. Temperei com sal, pimenta, cominhos e umas ervas que estavam ali à mão. Fui juntando pão ralado e farinha de aveia até estar com uma consistência jeitosa para brincar aos moldes. Moldei em forma de bolas.

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Triturei uma aveia, juntei-lhe umas sementes e fiz com que os bolos de grão e feijão preto rebolassem, alegremente, no preparado.

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Como já tinha batatas assadas pelei-as e, fiz um puré de batata doce.

Fritei-os em azeite e epá, comi... Comi porque tinha uma fome danada.

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Autocrítica: não tinha feito mal nenhum ter colocado mais pão ralado; a dada altura tive a sensação de estar a ver um documentário sobre a queda do muro de Berlim.

 

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