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Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

E tudo no Ikea começou...

por Renato, em 28.11.15

iPhone - Foto 2015-11-22 17_35_53.jpeg

Tudo isto começou com almôndegas.
Num dia complicado, numa cansativa Quinta-feira e num desejo de sangue pelo fim de semana, chego demasiado cedo a Lisboa. Se há dia em que busco o mínimo de chatice possível, é na Quinta-feira (só porque irrita não ser Sexta). Tal como disse, cheguei cedo a Lisboa e do meu lado direito avistei o Ikea… já deu para perceber onde é que eu fui parar, não é? Automaticamente, guinei o volante e dirigi-me, velozmente, em direcção ao Ikea para comer almôndegas. Foi então que, na linha, mirei ao longe uma fatia de tarde de maçã com excelente aspecto mas, no fim, razoável de sabor. Assim, naquele Ikea, ficou satisfeito o desejo de almôndegas mas a tarde de maçã ficou entalada. “Devia fazer uma destas.”, pensei e assim comecei a planear.
As tartes são mais antigas do que estava a pensar, do tempo dos primeiros egípcios, vejam só! Começaram por ser de carne e eis que, algures em 1500, os ingleses começaram a fazer tartes com fruta (os malandros não se podiam ter ficado pelos scones para acompanhar o chá!).
Não lhes bastou começarem a fazer as tartes, ainda as levaram além-fronteiras, até à América, onde a tarte de maçã passou a ser uma sobremesa tradicional: a American Pie. Há quem diga que as coisas não são bem assim, até porque as maçãs não surgiram na América e sim para os lados da Asia e que estas foram introduzidas pelos Ingleses na América.
Origens à parte, quem já não se identificou com aquela imagem de tarte de maçã no parapeito da janela?
Seja lá ela como for, eu sou fã: doce ou salgada, pobre ou rica, mas de preferência com massa mal cozida.
Depois de feita, sem narizes em riste, preferi a minha. 
Doces e eu só ligamos na prova, porque na execução, continua a ser algo complicado… então bolos…! Nem me alongo mais. Esta tarte, porém, valeu a pena.
 
1 base de massa quebrada na tarteira com grão ou feijão cru para o forno a 180º, durante uns 15 minutos.

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Numa frigideira, manteiga, açúcar, água e fazer uma calda.
Juntei vinho do Porto.

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Várias maçãs cortadas em 6 partes para a frigideira e misturei tudo.

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BOTA CANELA! (e gengibre, se houve… eu não tinha!)
Desligar o fogão quando a maçã tiver aquele aspecto de comer tudo à colher antes de acabar a tarte.

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A maçã segue para a massa quebrada e agora há que escolher…
Ou cortam outra base às tiras e fazem-se trabalhos manuais.
Ou colocam uma base de massa quebrada inteira em cima da maçã.

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Forno a 180º até verem que a parte de cima está como gostam.

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ATENÇÃO: esta tarte dissipou-se em 5 horas.
SOLUÇÃO: façam 3 ou 4.

Hoje é dia de...

por Renato, em 22.11.15

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(Ler com a voz mental com a qual se lê as 50 Sombras de Grey)

Sparus Aurata… Corpo oval, não muito profundo e comprido; cabeça curva, olhos pequenos, boca oblíqua e lábios grossos; tom de pele cinza prateado.

Acalmem-se porque não, não é nenhuma beldade vinda do desfile da Victoria Secret’s; acontece que hoje é dia de Dourada cá em casa (ah, desilusão!). A descrição veio de um site de aquacultura… eles são estranhos.

Bem, este peixinho de águas frias e salgadas amplamente criado para encher real bandulho de vossas excelências, é comum das águas mediterrâneas e diz-se que atingem o seu auge de tamanho no Outono. Lenga-lenga à parte, é fim de semana e, como tal, em dias solarengos e não ventosos, costuma haver peixe grelhado cá por casa. Uma vez que este é um dia que não vai ao encontro desses critérios climatéricos, há peixe na mesma, mas no forno!

Felizmente, conseguimos encontrar a dourada durante o ano inteiro. Obviamente que, frequinha é sempre outra coisa, no entanto, a aquacultura permite safar o desejo motivado por este peixe. Ela pode ser grelhada, ao sal, no forno, enfim! Diz que é peixe magro, rico em Ómega 3 e da família do sargo.

A verdade é que não é a primeira vez que faço isto dada a paixão arrebatadora que tenho por peixe no geral e dourada em particular; como não tenho muito gosto em grelhar peixe, acabo por tentar encontrar soluções no forno. Assim sendo…

Cozi, previamente, batatas pequenas com pele em água e sal.

Num tabuleiro de ir ao forno temperei as douradas com sal e pimenta dos dois lados.

Raspa de limão, chalotas, batatas e cenoura para dentro do tabuleiro.

Temperar com sal, pimenta e oregãos.

Regar com azeite e vinho branco.

Foi ao forno a 180º, durante 50 minutos.

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Viva o fim-de-semana!

 

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