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Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Um Brinde à Amizade

por Renato, em 26.04.15

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Inicialmente, quando criei este blog e tal como o nome dava as pistas, pensei que gostaria de fazer uma ode à amizade através das minhas experiências na cozinha apenas enquanto pessoa que gosta de cozinhar.

Ao longo deste tempo fui fazendo isso, ora com amigos, ora comigo e com a minha namorada, ora comigo próprio "forever alone"; entretanto, mais do que o convívio, fui mostrando apenas os cozinhados com aquilo que me serviu de mote para os fazer.

Hoje não vim dar especial atenção aos pratos, vim dar especial foco aos momentos, em que a partilha de boas experiências é feita à mesa, acompanhada por uma boa refeição e por um bom vinho(s)!

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Um dia disseram-me que os amigos são a família que nós escolhemos (não, não tenho qualquer problema com a minha família, apesar de não a ter escolhido, de facto). Em parte até concordo, apesar de poderem ser só aqueles 5 ou 6 que estão ali sempre à mão de semear, são aqueles nos fazem querer manter no mesmo sítio durante muito tempo ou, em última instância, aqueles que nos fazem retornar ao sítio onde sabemos que seremos sempre bem recebidos, que seremos sempre bem acolhidos, sem olhares constrangedores ou silêncios desconfortáveis. Aqueles 5 ou 6 amigos que estão ali são aqueles que dão continuidade às conversas sem grande lógica, aqueles que conhecem bem a nossa zona do "estou a achar um piadão a isto tudo apesar dessa coisa parva que acabaste de dizer e fazer" e, a zona do "estás a abusar por isso mais vale estares quieto e calado porque isto não vai levar a lado nenhum". A família não tem esta última parte (tendo outras coisas que também fazem falta).

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Particularmente, calhou-me vir trabalhar para um sítio distante de casa e onde não conhecia gentinha nenhuma; hoje em dia, posso dizer que sair daqui era fazer um sacrifício pelos amigos que aqui fiz até agora. Estes a quem me refiro, são gente de bem e com quem eu gosto de ir para a palhaçada em jantares de tertúlia; com quem conversar, beber um bom vinho e ouvir uma boa música é como comer manteiga com pão; com quem onde já fui às 2h da madrugada ajudar a mudar um pneu do carro porque sabia que fariam o mesmo por mim. Amigos destes são aqueles que se situam na zona do "estás aqui e és importante" e na zona "se me desiludires, isso vai-me custar".  É importante tê-los, é saudável vê-los, é difícil mantê-los e é muito fácil perdê-los por este mega limbo onde se encontram.

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Pegando no mote da Super Bock, de onde interpreto exactamente o que escrevi, é caso para lhes telefonar, mandar mensagem SMS, facebook ou seja lá o que for. Se não forem aqueles 5 ou 6, qual é a piada disto tudo?

Há dias escolhidos para a família quando está por perto; quando não a temos, podemos sempre festejar estes dias com os amigos que escolhemos e que gostamos de receber cá em casa. Neste jantar, acabei por seguir aquilo que disse no post anterior e fiz um risotto para 4; os patés para as entradas foram feitos em casa; os vinhos tintos Chaminé e Tapada do Barão (contrariando aquilo que alguns dizem de que o vinho utilizado para o risotto deve ser o mesmo que acompanha a refeição!), assim como o Cheesecake de frutos silvestres da Ti Marquinhas foram trazidos porque este foi um jantar partilhado, em todo o sentido que isso pode ter.

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Assim se compensa aquelas outras coisas que estão longe dos olhos.

Bom domingo!

Masterchef Portugal

por Renato, em 19.04.15

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Acompanho o Masterchef Portugal na TVI tal como também acompanho o Masterchef Austrália há alguns anos, assim como o Masterchef USA. Para mim, há uma diferença clara entre o Australiano, que eu prefiro, e o Americano: no programa Australiano interessa a cozinha, os pratos, os produtos e a qualidade dos concorrentes apenas neste contexto; no programa Americano interessa a fanfarronice, a fofoca, as disputas e a competição entre concorrentes de acordo com as suas qualidades pessoais. Infelizmente, o Masterchef Portugal aproxima-se muito mais do seu homónimo Americano.

Também parecem haver diferenças significativas entre a 1ª e a 2ª temporada: na 1ª temporada, no Top 10, já se destacavam uns 3 ou 4 cozinheiros amadores de boa qualidade - Rita, Roanita, Margarida e mais um ou dois; nesta temporada parecem estar mais interessados com as disputas pessoais, que num programa de cozinha não interessam para nada, do que o que interessa realmente e que se poderia limitar em escolher produtos, cozinhar, empratar e provar. Estas coisas simples desta 2ª temporada resultam, na maior parte das vezes, em desafios em que sai vencedor "o menos mau".

Escolhi escrever uma nota sobre isto porque acabo por concluir que gostei mais de programas Portugueses desta temática como o Top Chef ou o Chef's Academy, do que propriamente este Masterchef que devia ser um apogeu qualquer nesta temática - como o Masterchef Austrália o é!

Esperemos por melhores episódios deste Masterchef daqui para a frente.

Risotto com História

por Renato, em 18.04.15

Pessoalmente, gosto de comida Italiana e desde a experiência no Cantinho do Avillez que pensava em voltar, com muita força, a tentar fazer um Risotto. Já tinha tentado fazer há um tempo atrás um de cogumelos; fora um jantar onde estava a tentar surpreender alguém que dissera "Está muito bom, só lhe falta um bocado de sal..."; hoje em dia conheço bastante bem esta pessoa para saber que quando diz "Está muito bom (...)", mais tarde ou mais cedo, pede para repetir: acontece que nunca pediu e acabou por me confessar que não estava mesmo nada de especial...

Entrei em depressão profunda durante um ou dois dias; pensei "Se calhar, isto dos Risottos é mesmo para profissionais"; desenvolvi uma fobia qualquer em relação ao arroz arbóreo. Ao terceiro dia, decidi que não me devia redimir. Quantas coisas não nos correm bem à primeira? Umas quantas.

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Afinal, há prato mais versátil que um Risotto? Talvez, mas este está no Top de pratos mais versáteis. Seja um produto, dois ou três, é sempre possível fazer um Risotto de bradar aos céus. Com um bom caldo, um bom queijo parmesão e manteiga, é possível dar bastante sabor a este prato - acho que o meu erro no 1º Risotto foi o caldo...

O Risotto é um prato Italiano, com origens mais para o lado de Milão, e é um simples prato de arroz, normalmente Arbóreo, mas com um sabor e uma textura que só provando um Risotto a sério é que se percebe. A origem da palavra "Risotto" não é conhecida: uns dizem que vem da expressão Risum Optimum dita por um rei Italiano chamado Frederick Barbarossa; outros dizem que vem da palavra Risott dita regularmente pelos Celtas que habitaram por Itália. De qualquer forma, a receita de Risotto em si surgiu em 1829, cujo um chef chamado Felice Luraschi a descreveu em detalhe. A partir daí foi a desbunda total! O chef Felice lá teve a feliz ideia de editar neste ano o livro "Nuovo cuoco milanese economico" onde descreveu, pela primeira vez, a receita do Risotto à Milanesa:

 

"Cut one onion with a crescent knife, add some beef marrow and a little butter, toast and sieve everything, put the needed amount of rice, a little saffron, a little nutmeg, and cook it by adding a good stock from time to time, when half cooked add half a cervellata sausage, let it cook, put the grated cheese and serve."

 

Depois deste, outros livros foram escritos com receitas de Risotto, mas comparando a receita de 1829 com os dias de hoje, parece que só lhe falta o vinho. Portanto, é versátil mas bem enraizado.

Não me redimindo em relação ao primeiro mau Risotto que fiz, aqui vai o 2º Risotto, desta vez aprovado pela mesma pessoa que não aprovou o 1º (desta vez, encostei-a à parede e obriguei-a a dizer a verdade logo à partida). Aqui vai o meu Risotto de Cogumelos, Espargos e Chouriço.

Fiz um caldo de carne e mantive-o na panela para aquecer novamente no momento de juntar ao Risotto.

Cortei os espargos, escaldei-os e escorri-os.

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Numa frigideira com um fio de azeite coloquei o chouriço, depois os cogumelos e depois os espargos; temperei com sal, pimenta e salsa seca; depois de saltear, reservei tudo.

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Na mesma frigideira com azeite, deitei uma cebola roxa picada e alho picado.

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Quando a cebola ficou translucida, deitei o arroz arbóreo (a olhómetro, dependendo da quantidade de pessoas); mexi cerca de 5 minutos e o arroz também foi fritando.

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Juntei vinho branco (diz-se que a regra é: deita-se no Risotto o mesmo vinho que depois o irá acompanhar enquanto refeição) e deixei absorver todo enquanto mexia.

Depois fui juntando o caldo e fui mexendo até o arroz cozer (vão provando, o objectivo é estar cozido e, ao mesmo tempo, conseguirem sentir o arroz quando o comem).

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Quando o arroz estiver cozido, juntei os cogumelos, os espargos e o chouriço e envolvi tudo.

Por fim, uma colher de sopa de manteiga e uma mão generosa de queijo parmesão.

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Envolver tudo e Kaboom! O melhor 2º Risotto que consegui fazer.

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Não é Risotto alla Millanesa mas foi um daqueles pratos que me deu gozo fazer para um Sábado relaxado após uma semana de trabalho. À partida parece mais complexo do que realmente é. Quem sabe se não será mesmo um óptimo prato para receber umas quantas pessoas em casa?

Bom Sábado e que o bom tempo nos acompanhe!

Ah e tal, é saudávelzinho...

por Renato, em 12.04.15

Foi após uma semana em que me obriguei a mim mesmo a vestir o fato de treino nem que fosse só para sair de casa e voltar a entrar, que decidi dar continuidade a tal proeza com um jantar, vá, saudávelzinho! Esta coisa não foi fácil, tanto que fui evitando entrar em casa antes de me por a fazer exercício por aí. O objetivo de vida para a semana que aí vem é livrar-me do carro o máximo possível e deslocar-me até ao trabalho de bicicleta. O lado positivo desta aventurança é que vivo a 3 Km do trabalho; o lado negativo é que já vivo no meio da Serra do Caldeirão e o local onde trabalho fica ainda mais lá no cimo: veremos!

A quem se mete nestas coisas, pelo menos nos primeiros dias, vê tentações em tudo. Ao longo da semana houve sempre um geladinho que chamou, um Snickers que saltou à vista ou um pastel de nata que ia que nem ginjas com um cafezinho depois de almoço. Resisti!

Dado que, desde o início da semana, me estava a apetecer uma pizza ou qualquer coisa calórica e pouco saudável, tentei pelo menos substituir a massa da pizza por beringela.

Grelhei a beringela que depois serviu de base ou... pseudo-massa de pizza.

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Entretanto fiz o molho de tomate; numa frigideira fritei o bacon, juntei o tomate, sal, pimenta e açúcar... Reduziu, passou no 123 e andou. Entretanto, para haver o crocante/consistência que a beringela não tem e não consegue igualar à massa comum, torraram-se umas amêndoas.

Ora, beringelas no tabuleiro e agora é inventar coisas; espalhei o molho de tomate e, como também tinha  Pesto, espalhei-o em 2 ou 3 bases de pseudo-massa de pizza.

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Depois disso, vai de entulho: cogumelos, bacon, azeitonas e queijo - ou parmesão, ou brie ou mozarela!

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Forno e  isto é coisa para ser rápida.

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Bom Domingo e boas coisas saudáveis!

Game of Thrones com Snack Épico

por Renato, em 04.04.15

Game of Thones ou Pipocas de Caramelo Salgado: qual o mais épico?

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Desde que aprendi a fazer estas pipocas tenho estado imparável; episódio sim, episódio não, é o que escolho para acompanhar aquela que considero uma série televisiva "upa upa". A meio deste mês, inicia a 5ª temporada desta maravilha viciante que é o Game of Thrones em que uma temporada dava um filme ou uma personagem, por si só, dava uma série totalmente à parte. Há tanto que perceber neste emaranhado de pessoas com quem facilmente empatizamos mas em que, ao mesmo tempo, o autor nos diz "Nah, nah, nah! Aqui não há espaço para simpatizar com ninguém... Estamos em guerra!". Se o Inverno está para chegar eu não sei; pelo menos já lá vão 4 temporadas e ainda não chegou lá. Entretanto, coladinhos ao ecrã, vamos vendo novas personagens que tão depressa aparecem como desaparecem - muitas vezes, de formas pouco simpáticas - e outras que aparecem e permanecem para cruzar linhagens e complicar o esquema todo. Que coisa há de melhor para acompanhar esta regabofe de entra e sai, Norte e Sul, para cá e para lá da Muralha? Para mim há pipocas! Não dá para ir ao cinema, olhar para pipocas e dizer "Passo!!", tal como não dá para fazer o mesmo quando se vê uma série que poderia dar um filme.

Assim como assim, farto de estar em casa a ver uma boa série acompanhado de pipocas sem piada, aprendi estas e faço-as com regularidade. Obrigado, Gordon Ramsay!

Nestas pipocas de caramelo salgado não tem cá doses certas, é tudo a olhómetro.

Faço as pipocas e ficam de parte.

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No mesmo tacho ponho manteiga e açúcar - a quantidade vai de acordo com a quantidade de pipocas que fizeram, passo a redundância.

Pitada de sal.

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Quando tiver aspecto de caramelo, deitar bicarbonato de sódio - cerca de 1 colher de sopa, mas depende sempre das outras quantidades.

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Deixar a magia acontecer - vocês vão perceber quando mexerem o caramelo.

Desligar o fogão, juntar as pipocas e envolverem.

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Haverá melhor dia para fazer pipocas que Sabado á tarde? E Domingo ao final do dia? E nos dias de semana após o trabalho? Ah, raios!

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