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Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

Patuscada

A cozinhar enquanto conto umas histórias e mando umas larachas que não são bem histórias.

À mesa com um Sultão qualquer

por Renato, em 31.01.15

Hoje falo-vos de uma viagem que fiz em Setembro de 2014.

Foi por essa altura que embarquei numa viagem até à Istambul.

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Viajar é a vontade de muitos e eu não me safo. Aliás, há poucos dias vi num outro blog que viajar deixa as pessoas mais felizes do que os bens materiais: a mim, as duas coisas deixam-me bastante feliz. Sempre disse que, se viajasse, quereria ir para algum sítio que me acrescentasse qualquer coisa, fosse conhecimento dos outros, fosse autoconhecimento, fossem amigos, fosse qualquer outro valor que me valha.

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Há tanto que falar sobre Istambul. Há, literalmente, milhões de carros e pessoas, sendo Istambul impróprio para agorafóbicos. Há um Rio Bósforo que nos deixa entre uma Europa e uma Ásia, no entanto, falamos sempre da mesma cidade com 10 milhões de habitantes e mais uns milhões de turistas.

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Istambul era um sítio que eu desconfiava poder acrescentar-me qualquer coisa, tanto que acrescentou. Inicialmente, foi por todo aquele cor-de-laranja, amarelo, verde, cor-de-rosa das especiarias espalhadas pelas bancas; depois passou a ser pela mistura de cheiros das bancas de especiarias lado a lado no Grande Bazar. Desconfiava também poder acrescentar-me algo pela cultura, pela religião, pelas pessoas; passado 1 dia ou 2 de lá ter chegado, passou também a ser pela paisagem mista de verde, colunas enormes, cúpulas monstruosas, abóbadas e arabescos. Suspeitei que iria ser pelos Kebabs e pelas Baklavas; mas quando saí de lá percebi que tinha sido também pelos molhos de iogurte, pelos Boreks, pelo café Turco, pela panóplia de pudins turcos, pelos pequenos-almoços com folhados de queijo feta e espinafres, pelas sandes de peixe cheias de cebola, pelos chás de hortelã, pelas xixas de maçã, enfim!

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A cozinha Turca é importante. Importante para nós conhecermos e provarmos, mas também importante para os próprios Turcos. Pelos vistos, a comida para os Turcos é, ou era, um símbolo e foi um meio para conseguirem ordem social. Era por isso que havia grandes festanças com bons comeres e beberes, havendo uma espécie de obrigação social do povo ser bem alimentado. A verdade é que a cozinha Turca parece ter alguns elementos que nos são familiares, o que é compreensível pela grandiosidade do império Otomano ao longo do tempo. O tamanhão de coisas que vos poderia falar é igualmente grande, no entanto, seria chato.

Deixo-vos sim uma receita Turca porque o Sábado de hoje foi subordinado a esta temática.

Aqui vão os Folhados de Queijo Feta e Salsa.

Simplifiquei e comprei uma massa folhada e como tinha que fazer render o peixe, estendi a massa novamente e cortei em dois para fazer 2 folhados.

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Juntei e misturei numa taça o queijo Feta, salsa picada e 1 clara de ovo para ligar (Nada de sal! O queijo Feta tem que chegue).

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Enchi a massa, fechei, pincelei com gema de ovo e deitei umas sementes de linhaça por cima.

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Ficou no forno 20 minutos a 180 graus. Acompanhei com uma salada de rúcula com molho vinagrete que fiz.

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 Bom Sábado!

O lanche, os scones e as bolachas

por Renato, em 25.01.15

Hoje, quero-vos falar de duas coisas que podem fazer um bom lanche; e quero-vos ainda falar do "lanche" que também teve direito a ser inventado.

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O scone tem a sua antiguidade mais ou menos comprovada. É bem antigo, mas não se sabe se veio ali da Escócia, da Irlanda ou da Inglaterra. A 1ª referência ao tal scone foi de um poeta Escocês em 1513: portanto, depois da descoberta do Brasil em 1500, este deve ter sido o 2º maior feito da história.

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De igual forma, a bolacha também já tem uma boa carreira que começa na Pérsia (agora Irão), passaram pelas Cruzadas e de repente viraram o melhor alimento para viagens.

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Estas duas coisas podem muito bem fazer parte de um lanche de tarde num grupo de amigos. A verdade é que, esta coisa do "lanche" que hoje em dia é vulgar e um grandessíssimo cliché, também teve direito a ser inventada num tempo em que só se tomava pequeno-almoço e jantar. Houve um dia em que a jovem rainha Vitória de Inglaterra e mais umas quantas baronesas se viram fartas de sentir um buraco no estômago a meio da tarde e, os Ingleses do pós-guerra andavam sedentos por rituais calmos e caseiros: criou-se o "Afternoon Tea" ou... o lanche!

Hoje, vou ter um lanche com amigos e foi isto que fiz para levar: scones e bolachas.

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Para as bolachas parti de uma receita normal: 175 g de farinha, 50 g de açúcar amarelo e 100 gramas de manteiga, depois, juntei-lhe aquilo que queria a que elas soubessem: maçã e gengibre numas; raspa de limão e canela noutras; e chocolate e pimenta rosa nas últimas.

O forno estava a 180º e não dei grande importância ao tempo: quando já estavam com aspecto de bolachas, tirei.

Já os scones, poderia ter corrido muito bem ou muito mal uma vez que, nunca tinha feito. Portanto e por ordem:

40 g de açúcar amarelo;

225 g de farinha;

1 colher de chá de fermento;

65 ml de leite de soja;

40 g de manteiga;

1 ovo;

Sal.

Juntei tudo e coloquei em bolas no tabuleiro de ir ao forno. Forno a 180º, durante 15 minutos.

Vou indo para o lanche de Domingo, onde já anunciaram que estaria presente um Brownie Vegan!  Quem sabe se um dia também não poderá vir até aqui...

Bom Domingo!

Doce da Casa

por Renato, em 22.01.15

Todos os doces da casa que como quando vou a um restaurante têm leite condensado, café, bolacha embebida em café e natas. Mais: vêm sempre às camadas.

O doce da minha casa também vem às camadas mas não ando cá com muitos processos para o fazer. Por acaso, não fiz esta sobremesa para comer depois do almoço ou jantar. Fiz este doce para lanchar... Há quem defenda por aí que, caso o mundo acabe pelas 13:00 horas ou pelas 20:00 horas, é sempre melhor comer a sobremesa primeiro para nunca nos faltar o melhor.

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Para o caso do mundo acabar muito antes da hora do jantar, fui comprar um iogurte grego natural, línguas-de-gato, ananás, leite e açúcar mascavado. Tinha ainda hortelã-menta na "horta" que aproveitei.

A única coisa complexa [?] que fiz foi ferver leite com açúcar, um pé de hortelã-menta e canela.

Deixei arrefecer.

Num pano desfiz, sem dó, todas as línguas-de-gato.

Fiz camadas. A camada de baixo com línguas-de-gato desfeitas e o leite fervido até ficarem submersas; uma camada de ananás e a última camada de iogurte grego.

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Não sei fazer contagens de calorias, mas calculo que seja ligeiramente menos calórico e mais saudável do que os doces da casa tradicionais.

 

 

 

Folhados de Domingo

por Renato, em 18.01.15

Há que lhe chame massa fil[ó], há quem lhe chame massa fil[u] e também já ouvi a chamarem fil[ô]. Eu chamo-lhe massa filo e era única massa já feita que tinha em casa. Dizem que vem ali do lado da Turquia e diz também que é com a massa filo que se fazem as Baklavas, afamado doce turco digno de uma hiperglicémia após a sua ingestão, à semelhança de todos os Turkish Delight que por lá andam.

Pois eu tinha massa filo, uma bola de queijo Mozzarela e meio salpicão perdidos no frigorífico. Da cozinha olhei para a horta da varanda e vi que tinha o cebolinho quase a tocar no chão.

Portanto, fiz quadrados mais pequenos de várias folhas de massa filo; cortei o salpicão; cortei a Mozzarela e temperei com pimenta preta; e piquei o cebolinho.

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Fechei-os e pincelei com gema de ovo.

Forno a 180º e não me organizei pelo tempo. Façam corar a massa, ponham-na com um aspecto estaladiço, tirem do forno e comam como se não houvesse amanhã... que haverá e será dia de trabalho.

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Façam um manguito ao dia de trabalho de amanhã e tornem o vosso domingo simples e sem muito trabalho.

Dia de Segunda-feira, esta é para ti!

 

 

Focaccia com 35% meu

por Renato, em 13.01.15

Sim, pois, é isso mesmo: o que é importante é saber fazer a massa da focaccia porque isso é que interessa. Também é assim que penso e é por isso que estou a dar 65% do mérito ao padeiro da "Casa Amarela" onde fui comprar a massa de pão.

Eram 17 horas, saí do trabalho e tinha FOME. Simples. Alguns dos que me conhecem sabem no que me torno quando tenho fome... A expressão cliché "comia um boi" parece-me real nesses momentos de vazio.

Versão curta da história:

Havia uma senhora italiana que me meteu um bicho-da-vontade-de-fazer-focaccias cá dentro e tenho andado a pensar nisso. Inclusivamente disse-me "Olhe, se você for ao padeiro e pedir massa de pão já feita, é só meter uma boa quantidade de azeite ou outra gordura e deixar a repousar durante mais uma horinha."

Passei pelo padeiro e perguntei "Arranja-me massa de pão?"; o homem, com uma expressão de quem se pergunta "então-mas-este-fulano-quer-massa-de-pão-quando-pode-ter-o-pão-feito?", questiona-me "Quer quanto?"; e eu, com uma expressão de quem pensa "porra-agora-é-que-me-lixaste!", digo-lhe convicto "Um Quilo!".

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Felizmente, este aventura na padaria correu bem e deu para fazer uma grande focaccia de quatro estações. Tradicionalmente, a focaccia é feita com cobertura de ervas aromáticas e/ou azeitonas. Diz-se que é um pão achatado do norte de itália, mas já com uns bons anos de história.

Portanto, o quilo de massa ainda deu para estendê-la bem e rendeu quatro quadrantes diferentes.

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Três dos quadrantes mais tradicionais - um só com oregãos, outro só com alecrim e outro só com tomilho - e um último chamado Salve-se-Quem-Puder com cogumelos e queijo mozzarela.

Levou azeito por cima de tudo e foi ao forno 30 minutos a 200º.

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Abusei no tempo ou na temperatura; ou eventualmente, terei estendido a massa demais. Ainda assim, houve quem me tivesse de parar para não comer um quilo de pão.

Depois disto tudo: Sr. Padeiro, esta é para si!

 

 

 

 

Raimundo António de Bulhão Pato

por Renato, em 10.01.15

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"Amigos, á formosura
Que nos cerca neste instante,
Erga-se a taça escumante
De purpurino licor.
Vivo enthusiasmo rebente
Agora de nossas almas,
Caiam palmas sobre palmas
Cada vez com mais ardor!

Aqui floresce na horta
A viçosa laranjeira,
Corre o Champanhe e o Madeira
Que offertara nivea mão,
Aqui não chegam as garras
De tanta velha leôa
Que esfaimada por Lisboa
Se atira a tanto leão.

Aqui livre em nosso peitos
Pula impaciente alegria,
Porque ao sol de um bello dia
Tudo vemos reflorir!
Que importa pois que os ministros
Resonem no parlamento,
E que os homens de São Bento
Nem sequer nos façam rir?

Para nós sorri-se o mundo,
Para nós a vida é esta,
Hoje festa, amanhã festa,
Gloria, encantos, illusões!
Junto a nós temos as bellas
Mais fragrantes do que as rosas,
Longe... o mundo das preciosas,
E o mundo dos papellões!

Eia pois! á formosura
Que me cerca neste instante
Erga-se a taça escumante
De purpurino licor.
Vivo enthusiasmo rebente
Agora de nossas almas,
Caiam palmas sobre palmas
Cada vez com mais ardor!"

Um Brinde de Bulhão Pato

 

Bocage andava a querer ser conhecido pela sua outra obra mas foram as anedotas que o celebrizaram; Raimundo António de Bulhão Pato, no meio da sua obra, foi ficar conhecido pela receita das amêijoas que, supostamente, a ele pertence. Ah, consigo imaginar Exmo. Bulhão Pato a molhar o pão torrado com manteiga na molhenga das ameijoas para a seguir besuntar de gordura o seu livro de notas onde escrevera as sua poesia, prosa, narrativas e... receitas! Consigo imaginar uma vida boémia de um bom copo de vinho, ameijoas à Bulhão Pato, pão torrado com manteiga e um bloco de notas cheio de nódoas de gordura e coentros: fácil!

Homenagem a Raimundo Bulhão Pato? Mais uma homenagem à minha barriga, mas também a Bulhão Pato.

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Isto é tão rápido de fazer que dói a rapidez com que desaparecem depois de terminado.

1 Kg de Amêijoas (podem sempre comprar frescas... Aqui o mão-de-vaca comprou da Vietnamita!); 3 dentes de alho; azeite; sal; pimenta preta; 1 punhado de coentros; sumo de 1 limão; vinho branco.

Sem pena, piquei o alho e juntei-o ao melhor amigo azeite.

A esta festa  juntei tudo o resto e tapei.

Ah! Juntei-lhe metade de um pacote das malditas natas de soja que tinha no frigorífico. Acho que não é mesmo necessário (a receita original tem sobrevivido uns bons anos sem natas...) mas a molhenga fica com uma consistência diferente.

Cordialmente,

Raimundo, esta é para ti.

A Horta

por Renato, em 04.01.15

Não posso dizer que tenho uma horta urbana porque, neste momento, moro no meio do campo! Antes de morar no meio do campo vivia no meio da vila onde também tinha esta horta; quando me mudar novamente - que será para breve - arrastarei esta horta de novo comigo.

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Não tenho cá terras, nem quintal com tamanho para fazer grandes plantações de ervas aromáticas; não percebo especialmente de nada relacionado isto. Já havia algum tempo que a queria ter quando um dia comprei um livro chamado "Erva uma Vez" e a partir daí, aos poucos, comecei a fazer a minha pequena horta.

Não é trabalho árduo mas pede paciência para quase todos os dias tratar dela. Comecei com o cebolinho - que cresce bastante rápido - e a partir dai começou a ser viciante esta coisa de ter ervas aromáticas quase sempre à disposição.

Neste momento, a geada que faz no meio da serra está a estragá-las um bocadinho... obviamente que, como isto mais parece um filho, custa a ver. São fases.

Da esquerda para a direita, começando de cima, tenho malagueta, pimento-sininho – ainda a crescer -, cebolinho, mais cebolinho, salva, alecrim, tomilho, manjericão - que é a que mais sofre com as condições que tenho, como podem ver! - e hortelã. Falta-me plantar o básico que dará um jeitaço: salsa e coentros.

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Tentem manter um cebolinho em casa; o meu tem crescido como nenhuma outra erva e é um bom motivador para este tipo de actividades. Depois vão a um viveiro mais perto de vocês e tenham cuidado para não trazerem toda a variedade de ervas; são baratas - 1/1,20€ cada vaso -, têm todas um aspecto fofinho mas nem todas são iguais.

 

 

Bota preguiça no 1º dia de 2015

por Renato, em 01.01.15

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Entrámos em 2015 e este é o seu primeiro dia. Dia após um último jantar de 2014 mais ou menos reforçado com coisas que normalmente não se comem. Dia-feriado temperado com um frio de rachar em que faz apetecer ficar em casa refastelado, preocupar-me com o almoço e o jantar 15 minutos antes de o comer, mas com vontade de comer alguma coisa que me console.

Fiz aquele prato que começa seriamente a ser a minha comida rápida preferida para os dias em que chego ás 20H a casa e não tenho nada preparado: Massa al Pesto. O pesto vem ali dos lados de Génova, Itália (eu sei que pareço a Alexandra Lecastre nos programas da noite debitando pesquisas da Wikipedia), é um molho verde, cuja cor vem, principalmente do manjericão, no entanto, também contém alho, pinhões, queijo parmesão e azeite. Esta é a receita tradicional de pesto. Podem comprar o pesto já feito e eventualmente poder-vos-á sair mais barato do que comprarem os ingredientes para o fazer, começando pelo simples facto de que, se quiserem fazer a receita tradicional, terão que comprar o ouro branco dos frutos secos: pinhões.

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Nesta minha receita, eu substitui por avelãs, no entanto, acho que poderão também usar nozes ou amêndoas. Esta que vos mostro não é igual à tradicional mas é igualmente fácil.

Portanto, pus a água com sal e um fio de azeite ao lume; quando a água começou a ferver coloquei a massa tagliatelle da gama gourmet barata do Aldi (sou mão de vaca, sim...).

Para fazer o Pesto, juntei 2 mãos cheias de avelãs com umas 10 folhas de manjericão e vinagre balsâmico (mas não muito, se quisesse que ficasse mais ácido poderia acrescentar depois!) no copo da varinha mágica; juntei-lhe sal e pimenta e passei tudo. Para ficar com aquela consistência pastosa fui, aos poucos, juntando azeite e triturando até ficar como queria.

Escorri a massa, voltei a pôr dentro do tacho e juntei-lhe o pesto e misturei tudo; ralei queijo parmesão e servi para 2 pessoas que lamberam o prato.

Houvesse mais...!

Bom 2015!

 

Este Blog que Hoje Crio

por Renato, em 01.01.15

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Este blog que hoje crio serve para mostrar estufados, fritos, grelhados, refugados, cozidos, salteados, marinadas, molhengas e tudo o que daí mais poderia vir aos interessados. “Então mas este sujeito não sabe o que quer e agora virou-­se para os cozinhados?”, perguntam alguns. Estaremos nós sempre certos daquilo que queremos?

A verdade é que, de há alguns anos para cá, tenho recebido bastantes livros sobre estas coisas de refugados e estufados e, ainda hoje, é uma das melhores coisas que me podem oferecer: fazer o quê? Gosto disto. Não quero fazer disto uma coisa a tempo inteiro - óbvio! -, esta não é a minha profissão; não poderia permitir que uma ocupação que me dá tanto gosto me traga momentos de cansaço e desânimo. Quero fazê-­lo por conta própria, poder falhar sem dar contas a ninguém e ainda rir disso juntamente com as pessoas com quem gosto de partilhar o que faço.

Vou pegar nestas prendas que me foram dando ao longo dos anos e vou ler-­vos os livros, podendo criar ou não algumas coisas. A Dona Bertha, que compilou as suas receitas numa primeira edição do livro de Pantagruel em 1945, era – imaginem – uma cantora lírica da alta burguesia. Eu não sou cantor lírico mas a minha área também não é esta dos "comeres", apesar de fazer as duas coisas com prazer.

Só o livro de Pantagruel tem mais de 1000 receitas , portanto temos pano para mangas ou receitas para muito posts.

Talvez ande a ver filmes a mais... Neste momento, estou a acompanhar só este. 

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